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Reunião no MP define logística e lado das torcidas no Clássico dos Maiorais

Da Redação. Publicado em 25 de janeiro de 2018 às 15:46.

Se existem duas polêmicas que certamente serão debatidas antes e durante as temporadas do futebol paraibano são relacionadas à liberação dos estádios e à logística para o Clássico dos Maiorais.

Na manhã desta quinta-feira (25), na sede do Ministério Público Estadual, em Campina Grande, autoridades, representantes de clubes e chefes de torcidas uniformizadas trataram dessa última pauta, já que no próximo domingo Treze e Campinense medem forças, no Amigão, em jogo válido pela quinta rodada do Paraibano 2018.

Coordenada pelo procurador Valberto Lira, presidente da Comissão Permanente de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios, a reunião contou com a presença do tenente-coronel Enéas da Cunha Rolim Neto, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Campina Grande.

Ambos definiram que o dérbi de domingo, com mando de campo do Galo, vai reservar os dois maiores setores do Amigão para as duas torcidas, ficando uma em cada lado.

No caso do torcedor trezeano, mandante do clássico, a área reservada é a arquibancada principal (sombra), que será completamente destinada aos alvinegros.

Já a arquibancada geral (sol), em toda sua extensão, receberá os torcedores da Raposa.

Foto: Arquivo / Jornal da Paraíba

Somente assim, com essa configuração, a Polícia Militar declarou garantir a segurança da partida. De acordo com o tenente-coronel Cunha Rolim, mais de 250 homens, incluindo 100 de batalhões da capital, vão trabalhar no clássico.

Pelo que ficou definido na reunião, os ingressos devem custar R$ 20 (geral) e R$ 40 (principal).

No setor das cadeiras, onde os aficionados pelos dois clubes podem ter acesso, o valor do bilhete deve ser R$ 80.

Vestiários

Realizado no Amigão desde 16 de março de 1975, ano de inauguração daquela praça esportiva, o Clássico dos Maiorais tradicionalmente foi dividido com raposeiros à direita e trezeanos à esquerda das cabines de imprensa.

Obviamente, em uma época em que a violência nos estádios não chegava perto das aberrações que ocorrem nos dias de hoje, rubro-negros e alvinegros se misturavam em todos os setores.

Entretanto, com o Campinense ocupando o vestiário número 1 (direita) e o Treze instalado no vestiário número 2 (esquerda), naturalmente os torcedores se direcionavam para perto das suas equipes preferidas.

A tradição dos lados definidos foi quebrada em 2012.

Naquela temporada, com base legal no regulamento do campeonato, a diretoria do Galo exigiu que a equipe ocupasse o vestiário de número 1 quando foi mandante do Clássico dos Maiorais, forçando as autoridades a mudar completamente a logística de segurança para o jogo.

Desde então, dependendo de qual time seria mandante do dérbi, as torcidas passaram a ter que mudar o local que costumeira e tradicionalmente ocupavam.

Ainda hoje, como se percebe a cada reunião no Ministério Público que precede o clássico, o assunto gera polêmica e por vezes confunde a cabeça do torcedor.

No próximo domingo (28), com mando alvinegro, o Treze estará ocupando o vestiário de número 1, com o Campinense se instalando no vestiário 2.

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