SEM APITO

Pressão da Operação Cartola derruba primeiro dirigente do futebol paraibano

20/04/2018 às 14:23

Fonte: Da Redação

Pressionado como um dos principais investigados na Operação Cartola – que investiga suposto esquema de corrupção no futebol paraibano – o ex-árbitro José Renato Soares não é mais o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB).

A informação é do jornalista Pedro Alves e foi repercutida no final da manhã desta sexta-feira (20) na Rádio CBN de Campina Grande.

Na prática, é o primeiro efeito da investigação encabeçada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, que ganhou repercussão nacional no último final de semana após reportagem especial do programa Fantástico, da Rede Globo.

A partir de agora a Comissão de Arbitragem da Federação Paraibana de Futebol (FPF) passa a ser chefiada por duas pessoas: o major Juceilton e o coronel Sobreira, dois militares.

Foto: Voz da Torcida

A confirmação da queda de Zé Renato (foto) foi publicizada após conversa entre o presidente da FPF, Amadeu Rodrigues, o diretor executivo da entidade, Eduardo Araújo, e policiais que estão atuando no caso.

Com a mudança, a arbitragem paraibana volta a ser comandada por um militar, prática comum nas entidades que organizam o futebol em todo o país.

Na Paraíba, não é a primeira vez que acontece, já que outros policiais também ocuparam a mesma função na FPF, como o coronel Kelson Chaves e o tenente Marcílio Braz – este, até hoje faz parte da entidade paraibana -.

– Não estamos colocando culpa ou acusando ninguém, mas precisamos reconquistar alguns espaços. Os árbitros paraibanos estão punidos junto à CBF e o trabalho não pode parar. Por isso, estamos promovendo essa mudança. O trabalho deles já começa agora no Paraibano sub-15 e vai se estender a todas as competições – falou Amadeu.

Com o nome envolvido na Operação Cartola, José Renato é investigado por integrar um suposto esquema de manipulação de resultados e sorteios de arbitragem, o que haveria beneficiado clubes e dirigentes em jogos do Campeonato Paraibano deste ano.

Na semana passada, a Comissão Nacional de Arbitragem decidiu afastar todos os árbitros paraibanos que também estão na mira da Polícia Civil e do Ministério Público.

Os árbitros Éder Caxias, João Bosco Sátiro, Renan Roberto e Diego Roberto, além dos assistentes José Maria de Lucena Netto e Luís Felipe estão impedidos de trabalhar em qualquer competição organizada pela CBF até que as investigações tenham uma conclusão. José Renato e Severino Lemos, que atuava como auxiliar na Comissão Estadual, também estão afastados pela entidade máxima do futebol brasileiro.

Foi tentado o contato com o ex-presidente José Renato Soares por telefone, mas ele não atendeu.

Os escolhidos

Amadeu disse que o coronel Sobreira e o major Jucielton são identificados com o esporte e, inclusive, o segundo é quem cuida do setor de educação física do Centro de Ensino da Polícia Militar da Paraíba. Já o primeiro, atualmente preside a Caixa Beneficente da PM. Como a comissão é autônoma, os dois vão decidir quem responderá como presidente.

– Fico feliz em ter sido convidado para essa missão. Fiz um curso de arbitragem na década de 80, mas pelas atividades que assumi na PM à época, não tive condições de atuar. Agora terei essa oportunidade e para mim é motivo de orgulho – falou Jucielton.

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