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MP pede afastamento de dirigentes de Bota-PB e Campinense em nova denúncia

Da Redação. Publicado em 4 de setembro de 2018 às 22:58.

Depois de cinco meses do início da Operação Cartola, que investiga fraudes no futebol paraibano, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) denunciou e pediu o afastamento dos dirigentes de Botafogo-PB e Campinense, atuais campeão e vice do estadual.

Segundo o Ministério Público, os cartolas estavam envolvidos no esquema de manipulação de resultados, que foi desbaratado após o término do Campeonato Paraibano 2018.

Todos foram enquadrados no crime de organização criminosa e a pena pode ser a prisão (de três a oito anos), além de pagamento de multa.

Pelo lado do Botafogo-PB, os denunciados foram José Freire da Costa (Zezinho Botafogo/presidente); Breno Morais Almeida (vice-presidente de futebol); Guilherme Carvalho do Nascimento (Novinho); Francisco de Sales Pinto Neto; Alexandre Cavalcanti Andrade de Araujo e Alex Fabiano dos Santos.

Foto: Ascom / MPPB

Já da parte que envolve o Campinense Clube, somente o presidente William Simões foi denunciado.

Além do dirigente rubro-negro, o massagista dos árbitros, Danilo Ramos da Silva, conhecido como “Corisco”, e o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, o “Chicão”, também foram denunciados.

Os dirigentes foram denunciados por fraudes nos sorteios de árbitros para os jogos de seus respectivos clubes e por fraudes na arbitragem de jogos de futebol com o objetivo de beneficiar algumas equipes que disputavam o Campeonato Paraibano.

As condutas dos denunciados se enquadram no artigo 2º da Lei 12.850/3 que prevê a promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. A pena para o delito pode ser de três a oito anos de prisão e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

Além das punições criminais, o Ministério Público requisitou o afastamento dos denunciados de suas respectivas entidades desportivas.

Sousa e Treze

Os processos envolvendo o Sousa e o Treze tiveram pedido de arquivamento protocolado, pois não foram encontradas provas, mas apenas evidências das práticas criminosas envolvendo dirigentes das duas equipes.

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