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Justiça Desportiva começa a julgar denunciados na Operação Cartola

Da Redação. Publicado em 9 de outubro de 2018 às 11:04.

A 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, começa nesta terça-feira (09) a definir os destinos no mundo do futebol de 20 denunciados pela Operação Cartola, investigação que desvendou irregularidades e manipulações de resultados no Campeonato Paraibano.

Depois das investigações da Polícia Civil e a denúncia do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, será a primeira vez que os suspeitos passarão por um julgamento.

Estarão nesta quarta-feira (10), no hall de denunciados, Amadeu Rodrigues (ex-presidente da FPF), Breno Morais Almeida (ex-vice-presidente do Botafogo), Lionaldo dos Santos Silva (ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba), Marinaldo Roberto de Barros (ex-procurador do TJDF-PB), José Renato Soares (ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem), Severino Lemos (ex-secretário da Comissão Estadual de Arbitragem) e Genildo Januário (vice-presidente do Sindicato dos Árbitros).

O edital também cita os árbitros Adeilson Sales, Antônio Carlos da Rocha (Mineiro), Antônio Umbelino, Éder Caxias, Francisco Santiago, João Bosco Sátiro, José Maria de Lucena Netto, Tarcísio José (Galeguinho) Josiel Ferreira da Silva (Pilar), além do ex-funcionário da FPF, José Araújo da Penha.

Num segundo processo, que também está previsto para a pauta desta quarta, são denunciados o presidente afastado do Campinense, William Simões, o massagista Danilo Ramos da Silva (Danilo Corisco), além do árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento (Chicão), que apitou um dos jogos da final do Paraibano 2018.

Se condenados, a ação ainda cabe recurso ao Pleno do SJTD.

As penas são baseadas em artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, com multas que vão de R$ 100 a R$ 100 mil, Código Disciplinar da Fifa, que também versa sobre multas em dinheiro e até banimento do futebol, além do Estatuto do Torcedor (artigo 32). Se somadas as multas, o valor pode chegar ao volume de aproximadamente R$ 900 mil para cada um.

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