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Juiz da 5ª Vara Criminal condena presidente do Campinense Clube

Da Redação. Publicado em 20 de dezembro de 2017 às 22:27.

Como se não bastasse toda a polêmica que envolveu o recente processo eleitoral do Campinense, o presidente reeleito do clube, William Simões, viu-se em mais um imbróglio judicial neste meio de semana.

É que em decisão publicada na terça-feira (19), o juiz Paulo Gomes de Lacerda, da 5ª Vara Criminal, condenou o dirigente por cometer crime de calúnia contra o advogado e ex-presidente da Raposa, Rômulo Leal Costa.

A sentença condena William à pena de prestação de serviços à comunidade, além de pagamento de multa no valor de cinco salários mínimos.

A decisão do magistrado suspende, ainda, os direitos políticos de Simões junto ao Tribunal Regional Eleitoral, o que, conforme o estatuto do Campinense, poderia lhe tornar inelegível para as disputas no próprio clube.

Contudo, fica a dúvida se a sentença publicada nessa terça-feira decisão interfere na vitória conquistada no pleito realizado no início de dezembro.

Foto: Divulgação / Pedro Alves

Segundo os autos do processo, William Simões acusou o advogado Rômulo Leal “de ter feito, durante a sua gestão enquanto presidente do Campinense, contrato com empresa de marketing esportivo com finalidade de auferir para si vantagem financeira, sem, no entanto, apresentar qualquer documento comprobatório acerca do fato alegado”.

A denúncia se refere a um episódio ocorrido “no dia 24 de Fevereiro do ano de 2011, em reunião do conselho deliberativo do Campinense Clube”.

A acusação contra William Simões envolvia calúnia e difamação, mas o juiz Paulo Gomes de Lacerda considerou a denúncia apenas “parcialmente procendente”, absolvendo o presidente rubro-negro da acusação de difamação, mas acatando a de calúnia.

Inclusive, inicialmente, a pena previa um ano e quatro meses de detenção, em regime aberto, porém essa punição foi substituída pela pena alternativa supracitada (prestação de serviços à comunidade, multa e suspensão dos direitos políticos junto ao TRE).

Na tarde desta quarta-feira (20), em rápido contato com a imprensa, o presidente da Raposa se pronunciou sobre o processo.

– Eu não fui notificado, mas acredito que isso não vá afetar o mandato. Quem está cuidando disso é o setor jurídico, mas é algo pequeno, que não vai mexer com o dia a dia do Campinense. Por isso, não quero me aprofundar – revelou.

Como se trata de uma decisão de primeira instância, o atual mandatário raposeiro vai poder recorrer.

O dirigente ainda não foi notificado oficialmente, uma vez que o Poder Judiciário estadual entrou em recesso natalino nesta quarta-feira (20), retornando apenas no dia 8 de janeiro.

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