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Jovem revelação do Palmeiras se emociona com primeiro título no profissional

Da redação com Folhapress. Publicado em 9 de agosto de 2020 às 10:54.

Foto Ascom/Palmeiras

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Da Taça das Favelas a ser um personagem improvável, mas fundamental na quebra do jejum de 12 anos do Palmeiras no Campeonato Paulista. Estas são as duas pontas da por enquanto curta, mas já marcante trajetória de Patrick de Paula, 20, no clube alviverde.

Criado nos campos de várzea de Santa Margarida, bairro na zona oeste do Rio de Janeiro que abriga o projeto Cara Virada Futebol Arte, o meia teve a responsabilidade de bater o pênalti decisivo da final contra o Corinthians -menos de sete dias depois de fazer o gol da vitória na semifinal contra a Ponte Preta (o seu primeiro no time profissional.

Prestes a completar 21 anos, em 8 de setembro, o jovem Patrick não foge da responsabilidade em campo, enquanto nas entrevistas, ainda é tímido. “Estou muito feliz, trabalhei bastante para estar aqui comemorando o título com meus companheiros”, afirmou à rede Globo após o título.

No pouco que disse, ainda revelou que treinou pênaltis durante a semana, antes de correr para comemorar seu primeiro título na equipe principal.

Natural do Rio Janeiro, Patrick morava no bairro de Campo Grande com os pais, dois irmãos, uma sobrinha e seu cunhado.

Até 2016, Patrick treinava no projeto social carioca. Pelo Cara Virada, o meio-campista chegou a disputar o estadual do Rio de futebol amador. Ao mesmo tempo, fez parte do Mamaô, outra equipe de sua comunidade, pela qual jogou a Taça das Favelas. Foi este torneio que fez o Palmeiras o contratar.

“Quando eu passei no teste [do Palmeiras], demorou a cair a ficha de que eu jogaria num grande time, no maior do Brasil”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo em sua primeira entrevista exclusiva, em janeiro deste ano.

Na base alviverde, foi campeão brasileiro sub-20, em 2018, e da Copa do Brasil da mesma categoria, em 2019. Agora, definiu um título que o clube não conquistava desde 2008.

Então, o técnico da equipe também era Vanderlei Luxemburgo, que também venceu o torneio em 1993, 1994 e 1996.

Tímido fora de campo, mas imponente no gramado, Patrick ascendeu rapidamente no time titular do Palmeiras após ser promovido pelo treinador no início de 2020. E se depender de suas referências e inspirações, pode continuar a despontar.

“Eu gosto muito do Busquets e do De Jong [ambos do Barcelona]. Eu jogo parecido com eles, com posse de bola, movimentação e ajudo meus companheiros”, comparou o jovem palmeirense.

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