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Jogadores do Campinense lamentam eliminação, exaltam o clube e projetam futuro

Da Redação. Publicado em 12 de julho de 2018 às 0:55.

Pelo quarto ano consecutivo, o Campinense deixou escapar o acesso para a Série C. Nos três anos anteriores, foi derrotado no mata-mata por Operário-MT, Itabaiana-SE e Fluminense de Feira-BA. Assim foi contra o Ferroviário, na última segunda-feira (09), no jogo que valia o acesso.

O time rubro-negro teve mais volume de jogo, criou mais oportunidades, e soube utilizar o artifício de decidir em casa.

Se nas arquibancadas a tensão ditava o ritmo da torcida, dentro de campo, se via uma equipe tentando resolver tudo dentro dos 90 minutos, tentando evitar deixar a decisão para a marca da cal, como já havia sido contra Itabaiana-SE e Brasiliense-DF.

Foto: Raniery Soares / Correio da Paraíba

Após a abertura do placar, em uma linda bicicleta de Jorginho, o segundo gol era buscado de forma incessante. O chute certeiro de Alex Murici, onde mora a coruja, defendido por Gleibson, nos minutos finais da partida, foi o último suspiro dentro do tempo regulamentar.

O goleiro Jeferson foi um dos que mais concedeu entrevistas durante a temporada. Ao fim do jogo, não quis muita conversa, e foi pontual ao concluir o que aconteceu nas penalidades.

– Eles venceram. Tiveram méritos. Ponto final. Vamos esquecer, descansar, esfriar a cabeça. Temos que seguir – disse o arqueiro.

Um dos melhores em campo, o meia Marcinho é um dos mais experientes dos que vestiram a camisa raposeira em 2018. Abatido, exaltou o clube após a eliminação, e citou até a Copa do Mundo.

– Foi um jogo equilibrado, onde criamos mais oportunidades. Conseguimos fazer um gol no segundo tempo. Fica um sentimento de tristeza para nós, para a torcida raposeira. Ninguém queria isso. Faz parte do futebol. Na Copa do Mundo, os melhores do mundo perderam pênaltis. O sonho não se acaba aqui. O Campinense é grande – exaltou.

Com o mercado nacional fechado, restam copas e divisões inferiores de alguns estados como oportunidade de emprego para os atletas. Muitos dos jogadores do Campinense, por exemplo, podem ficar sem atuar profissionalmente até que o planejamento para a próxima temporada seja iniciada. Perguntado sobre isso, o lateral-direito Alex Murici não escondeu a tristeza, e mostrou empatia pelos seus companheiros.

– Todo mundo sabe da sua capacidade. A gente tem família. A gente depende disso. Não sei se as portas vão se abrir para todos. Não sei se a diretoria do Campinense já tem interesse em alguns jogadores. Não tenho dúvidas que tenha, porque todos aqui são homens e merecem. A vida continua. A gente pede até perdão ao torcedor. Era um sonho. Agradecer a força de todos eles pela força que nos deram – finalizou.

Para o ano de 2019, o Campinense tem a Copa do Brasil, o Campeonato Paraibano e, mais uma vez, a Série D do Campeonato Brasileiro no seu calendário.

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