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Ex-vice da FPF acusa interventor de ter beneficiado presidente eleita

Da Redação*. Publicado em 29 de outubro de 2018 às 15:51.

Aliado de última hora da presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, o ex-dirigente da entidade Nosman Barreiro tomou uma atitude no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que causa surpresa, se for levado em consideração o bom relacionamento dele com a atual mandatária.

Foto: Raniery Soares / Correio da Paraíba *

É que em uma ação judicial, Nosman, através do advogado carioca Pablo Santoro, ingressou com um processo contra órgãos como STJD, CBF e FPF, além do Treze Futebol Clube, onde o mesmo cita em trechos do documento um possível favorecimento do interventor João Bosco Luz à Michelle Ramalho durante o processo de intervenção na entidade paraibana.

O curioso é que o processo foi dado entrada na Justiça no dia 14 de setembro, cinco dias antes do registro de candidatura de Michelle Ramalho para concorrer ao cargo de presidente da Federação Paraibana de Futebol. Impedido de fazer parte da chapa, o ex-dirigente colocou o filho – Nosman Barreiro Filho – como candidato à vice-presidente.

A ação foi impetrada no intuito de conseguir uma liminar para que Nosman retornasse ao comando da FPF, após ser destituído pelo STJD, com a nomeação – logo em seguida – do advogado goiano João Bosco Luz.

No processo, a defesa de Nosman fala que o seu afastamento se deu por críticas feitas à CBF durante uma entrevista e que a atitude “acabou desagradando os poderosos que estavam no Poder” (da FPF). Na sequência do texto, a defesa disse que o interesse no afastamento do ex-dirigente “ficou mais cristalino com a aproximação da auditora do STJD, a senhora Michelle Ramalho Cardoso, que por ser paraibana, foi a escolhida por alguém para assumir o cargo de presidente da Federação”.

O documento ainda diz que isso ficou nítido “já na primeira aparição do interventor João Bosco da Luz, que em sua chegada a João Pessoa, já promoveu a apresentação da referida auditora Michele Ramalho, a todos os clubes, que faziam o Colégio Eleitoral, e sem nenhum contexto, a mesma fazia parte da mesa do Interventor”.

Em outro trecho, a defesa de Nosman atribuiu a imagem de Michelle como sendo ex-advogada do Treze, clube que ingressou com o pedido que gerou o afastamento do ex-dirigente do posto máximo da FPF.

Depois, destacou que Michelle “lançou sua candidatura à presidência da Federação, a qual está sendo organizada pelo auditor do STJD nomeado como interventor” João Bosco Luz. Exatamente este trecho foi inserido no processo, após ser relatado que o interventor foi o responsável por apresentar a atual presidente aos clubes filiados e que consequentemente, tempos depois, escolheriam o novo mandatário da FPF.

Por fim, entre os pedidos da defesa de Nosman Barreiro estão a anulação de todos os atos praticados na sede da FPF, inclusive quaisquer convocações referentes à assembleias e eleições que fossem realizadas pelo interventor João Bosco Luz.

 

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