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Esquema de manipulação de resultados no futebol da PB é repercutido no Fantástico

Da Redação. Publicado em 16 de abril de 2018 às 13:01.

A operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga um esquema fraudulento de manipulação de resultados no futebol paraibano foi resultado de denúncias feitas por cinco árbitros, que revelaram que só trabalhava nos jogos quem se submetia a manipular os resultados das partidas.

Essa declaração foi repercutida na edição deste domingo (15) do programa Fantástico, da Rede Globo. Um dos árbitros que fez a denúncia, cuja identidade não foi revelada, disse que “quem escolhe o árbitro é o dirigente do clube”.

A operação recebeu o nome de ‘Cartola’ e investiga 80 pessoas. Ela foi deflagrada na segunda-feira (9), quando foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande e Cajazeiras, um dia após o fim do Campeonato Paraibano de 2018.

Foto: Divulgação

Entre os investigados estão membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba.

Conforme apurou a reportagem do Fantástico, os árbitros que denunciaram o esquema revelaram que aquele profissional que era escolhido para apitar a partida recebia propina para garantir a vitória do time corrupto do Campeonato Paraibano.

Uma partida que permitia a possibilidade de uma classificação poderia custar de R$ 30 mil a R$ 35 mil, enquanto um jogo sem classificação em cheque custava de R$ 10 mil a R$ 12 mil.

No jogo que cumpria a tabela da primeira fase do campeonato, em João Pessoa, entre Botafogo da Paraíba e Centro Sportivo Paraibano (CSP), a partida terminou em um empate de 3 a 3.

No fim do jogo, objetos foram arremessados no campo e o árbitro do jogo foi Francisco Santiago, que afirmou que os objetos haviam sido arremessados pela torcida botafoguense e que colocaria na súmula do jogo este fato. Mas o Botafogo não recebeu nenhuma punição.

Na súmula da partida, o técnico relatou que “A equipe de arbitragem não conseguiu identificar a torcida responsável pelos arremessos”.

As investigações apontam ainda que os árbitros para as partidas eram escolhidos pelos dirigentes por meio de um sorteio falso e que todas as vezes que um dirigente solicitava um determinado juiz para a partida ao presidente da Comissão de Arbitragem, esse pedido era atendido.

O presidente da Ceaf, José Renato, negou as acusações.

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