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Elenco do Inter aposta no carisma do treinador “Abelão” para conquistar título

Da redação com Folhapress. Publicado em 7 de fevereiro de 2021 às 13:13.

Foto: Ascom/Internacional

Foto: Ascom/Internacional

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Dois pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro e quatro jogos derradeiros pela frente para encerrar o jejum de 41 anos. O Internacional vive semanas decisivas, sabe disso, e se apoia em Abel Braga para lidar bem com tudo que os dias atuais trazem ao estádio Beira-Rio.

O estilo de comando do treinador é citado como fundamental para manter o ambiente do vestiário. O técnico já foi chamado de ‘Abelão’ por jogadores diante das câmeras e é descrito (mais uma vez) nos bastidores como “paizão” do elenco.

Funciona assim. Abel puxa papo, conta histórias e cria uma conversa para interação entre os jogadores. A estratégia faz os atletas esquecerem temas extracampo, como a aproximação do Flamengo ou a própria condição do Inter: sedento pelo título, quatro décadas depois.

“Temos essas costas largas do Abel que vai nos blindando, nos contando bastidores, e vamos passo a passo, com calma, confiando no que temos feito, e pensando sempre no próximo jogo”, disse Marcelo Lomba.

O goleiro é um dos mais engajados nas conversas do dia a dia. Um recurso para controlar a ansiedade de um elenco cheio de jovens, como Praxedes e Caio Vidal, por exemplo. Mas Abel tem um jeito diferente. Contra o Athletico-PR, o treinador deu explicação sobre o gramado sintético da Arena da Baixada e como a diferença impacta no desempenho do time.

“É como comprar um sapato novo e caminhar no parque. Você vai ficar cheio de bolha. É assim. Leva um tempinho”, declarou o treinador.

Campeão brasileiro em 2012, com o Fluminense, Abel foi aposta da diretoria colorada à época para substituir Eduardo Coudet. O plano, de cara, era controlar o ambiente fragilizado pela saída do argentino – que preferiu assumir o Celta de Vigo mesmo com o Inter líder do Brasileirão. Na chegada, o treinador histórico de 2006 deu moral ao elenco e manteve as ideias do sucessor. Não deu certo e vieram derrotas e eliminação na Copa do Brasil.

Logo, mudanças foram feitas e com mais dias para treinar (sem o mata-mata nacional e a Copa Libertadores), o time evoluiu. Das vitórias apertadas até a goleada implacável diante do São Paulo.

O jogo no Morumbi, aliás, serviu para reafirmar Abel como líder do elenco. “A gente falou no vestiário ‘o Abelão ganhou o jogo'”, contou Lomba, em referência às decisões de Abel Braga e estratégia aplicada contra o então líder do Brasileirão.

Além de descontrair o dia a dia, Abel Braga repete ao elenco uma espécie de mantra. “Não podemos ficar preocupados com Flamengo, Atlético-MG. Temos que fazer o nosso campeonato, isso é o mais importante”, sentenciou Moisés, lateral esquerdo.

O Internacional vai precisar bastante de Abel Braga hoje. O time gaúcho não entra em campo e no final do dia assiste o Flamengo contra o Red Bull Bragantino, no interior de São Paulo. Caso a equipe de Rogério Ceni vença, assume temporariamente a liderança.
Mas para lidar com isso, os colorados têm mais que um treinador. Têm o ídolo com ares de pai.

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