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Diretoria planeja finalizar novo CT do Botafogo-PB até ano do centenário

Da Redação. Publicado em 8 de outubro de 2019 às 19:45.

Um clube de futebol necessita de vários fatores para obter sucesso tanto dentro de campo, nas competições que disputa, mas também fora dele, onde se constroem os alicerces necessários para que os resultados nos gramados apareçam, a começar por um bom Centro de Treinamento, passando por um departamento administrativo estruturado e com atrativos para os torcedores.

A receita para o sucesso não é exata, mas traça um perfil conhecido pelos amantes do esporte e que é necessário que ocorra no Botafogo-PB.

No clube, a gestão atual apresentou, na data em que o clube completou 88 anos, um projeto ousado de reestruturação da Maravilha do Contorno, CT da equipe.

O projeto arquitetônico mostrado que, apesar de ainda não ter um orçamento concreto, deve girar em torno de R$ 30 milhões de reais, conta com a construção de uma sede social para o clube, além de um estádio com capacidade para seis mil torcedores, um ginásio poliesportivo, quadras de tênis, piscinas olímpicas, restaurante, dois campos profissionais e outros seis mini-campos para as categorias de base, além de uma área de lazer destinada aos sócios torcedores.

Imagem: Divulgação / Botafogo-PB

Sobre o projeto inovador, o jornal Correio da Paraíba ouviu o presidente botafoguense, Sérgio Meira, que explicou como o Botafogo-PB conseguirá entregar a reforma aos torcedores do clube, e quais as formas para captar recursos para a obra, além de explicar as prioridades colocadas pela gestão para início das obras no centro de treinamento. Ele destacou que o projeto era um anseio não só dos dirigentes, mas da torcida como um todo.

– Nós temos uma área total de nove hectares e precisávamos de uma utilização. Se cobrava muito pois não temos um espaço definido, apesar de ter um terreno deste tamanho. Eu gosto muito de trabalhar com projetos na mão e com planejamento, sabendo os caminhos que se deve seguir para conseguir os objetivos. Então, contratamos uma empresa de arquitetura, dissemos o que queríamos para este projeto, que contempla tudo que um clube profissional necessita, desde o setor de futebol, passando por esportes olímpicos e chegando até o departamento administrativo do clube – disse.

Sérgio Meira explicou que, apesar do projeto apresentado e do início das obras nos campos das categorias de base, a maior parte da reestruturação não poderá sair do papel enquanto o terreno da Maravilha do Contorno for regularizado e passado para o nome do Botafogo-PB.

De acordo com o mandatário, a área foi fruto de uma permuta e que, até hoje, a transferência documental não foi realizada.

Meira explicou que, além da regularização, é preciso que o poder público resolva também a questão das famílias que construíram suas casas na área do terreno, negociando com elas para que possam desocupar as dependências do clube de uma forma que beneficie a todas as partes interessadas.

– Com o projeto, temos algumas prioridades antes de iniciarmos as obras. A primeira delas é de regularizar nosso terreno, que não está no nome do Botafogo-PB. Isso sempre foi pauta em diretorias que passaram, mas nunca conseguimos tirar do papel, até por um receio financeiro, que há alguns anos nos preocupava bastante. Entramos em contato com o Governo do Estado, que possui toda a documentação da época da permuta, para que fosse colocada em pauta nossa vontade de regularizar nossa área. Também precisamos da ajuda do poder público para que seja definido um destino para as nove famílias que residem hoje na Maravilha do Contorno. Claro que vamos fazer tudo em comum acordo com essas pessoas, pois, acima de tudo, temos a responsabilidade social como primeiro plano – pontuou.

O Botafogo-PB esbarra também nas questões financeiras para que o projeto deixe de ser apenas uma maquete digital e vire realidade. Sérgio Meira explicou que existem em mente alguns projetos para a captação de recursos, tanto com o apoio da iniciativa privada, como também do poder público.

Além disso, o dirigente espera contar com o apoio dos sócios do clube e da população de João Pessoa como um todo, pois, segundo ele, a reforma é algo que beneficiará a todos.

– A gente visualiza quais são as fontes que podem nos garantir alguma receita para este investimento. Primeiro, nosso sócio-torcedor precisa acreditar no nosso projeto. Depois, com a regularização do nosso terreno, poderemos barganhar algum investimento junto ao poder público, através de emendas parlamentares e também junto ao Ministério do Esporte. Além disso, temos que planejar um grande projeto de marketing para divulgação maciça desta grande obra. Precisamos do envolvimento da população de João Pessoa, de toda nossa torcida, então, para isso, precisamos desse investimento em divulgação do nosso projeto. Fora tudo isso, estamos abertos para negociar com investidores, que queiram, por exemplo, em troca do investimento em nosso CT, assumir algum setor do clube, como as categorias de base – afirmou.

Previsão para término da obra é até 2031

O presidente do Botafogo-PB falou também sobre a expectativa para o término da reestruturação das dependências do clube. Ele disse que a prioridade é dar início às reformas do ginásio poliesportivo já em 2020. Quando perguntado sobre a conclusão antes do clube comemorar 100 anos, Sérgio Meira disse que espera que a obra seja concluída antes da data.

– Pretendemos iniciar a obra do ginásio poliesportivo já em 2020. Claro que dependemos da regularização do nosso terreno e já estamos buscando isso, já estive em conversas na Procuradoria Geral do Estado e com outros setores também para adiantarmos a regularização do terreno. Esperamos que já esteja tudo concluído até lá (centenário do clube, em 2031), mas espero que seja até antes, pois ainda temos 12 anos até o centenário. Então, se tudo der certo, estaremos com tudo pronto até lá e, se Deus quiser, na Série B do Campeonato Brasileiro – finalizou.

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