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Delegação do Botafogo-PB é consolada por familiares no retorno a JP

Da Redação. Publicado em 28 de agosto de 2018 às 6:17.

Com apoio, consolo e homenagem de familiares, a delegação do Botafogo-PB desembarcou nesta segunda-feira (27) no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, vinda de Ribeirão Preto, onde o sonho do acesso à Série B foi mais uma vez foi adiado.

Assim como em 2016 contra o Boa Esporte-MG, um gol sofrido nos acréscimos definiu o destino do Belo, que é permanecer na terceira divisão do futebol brasileiro em 2019.

Após um cochilo da defesa, praticamente o único durante os 180 minutos dos jogos das quartas de final da Série C, Lucas Dantas aproveitou para encher o pé e estufar a rede de Saulo, levando a decisão para as penalidades.

Juninho, herói do primeiro jogo, e Marcos Aurélio, o camisa 10 e melhor jogador da equipe no ano, desperdiçaram suas cobranças, e o Botafogo-SP ficou com a vaga na segunda divisão nacional.

Na chegada dos paraibanos só quem falou foi o presidente Zezinho do Botafogo. O dirigente lamentou o resultado e mirou outro time nordestino como modelo a ser seguido para que o objetivo do acesso seja alcançado em breve.

Foto: Ascom / Botafogo-PB

– A gente está tranquilo porque fizemos tudo que estava no nosso alcance. É duro. Dessa vez a gente estava na Série B e os últimos minutos nos tiraram de lá. A lição que se tira é que é preciso caminhar. Temos que planejar o próximo ano e começar o trabalho. Vai chegar a nossa vez. Chegou a do Fortaleza, que ficou quase oito anos tentando, por que não chegará a nossa? – disse.

Ainda no interior de São Paulo, ao fim da partida, o treinador Evaristo Piza falou sobre o dolorido revés.

Visivelmente abatido, o comandante das últimas 11 pelejas do Botafogo-PB na Série C lamentou o gol sofrido aos 48 minutos do segundo tempo e acredita que a motivação do adversário aumentou para as cobranças de pênaltis.

– Havia uma expectativa muito grande para levar o acesso para João Pessoa. Foi uma luta grande para classificar. Quando cheguei, a equipe vinha de uma sequência grande de derrotas. Hoje foi um jogo equilibrado, fora de casa, até a hora que perdemos um jogador. Mesmo assim a equipe suportou, mas em um detalhe, uma bola espirrada, sobrou para o Lucas Dantas, que fez o gol que levou às penalidades. É difícil falar, pela maneira que foi. Pênalti é loteria e competência. A motivação é maior para o adversário pela maneira que foi. Tentamos reverter, mas não convertemos duas. Foram dois grandes jogos. Quem subisse, seria merecido – afirmou.

O equilíbrio entre as equipes deu o tom das duas partidas decisivas. Em Ribeirão Preto, os donos da casa tiveram muitas dificuldades para criar chances de vencer. O Botafogo-PB controlou a partida mesmo sem a bola, e raros eram os momentos em que era atacado. Até por isso, para Piza, a eliminação é mais dolorosa.

– É muita dor. Não tem muita explicação. Você tem que estar preparado para o acesso e para não conseguir. Mesmo você sendo forte não dá para explicar. Se você vem e toma 2, 3 a 0, não tem o que falar. Mas tomar o gol aos 48 do segundo tempo, depois de suportar um tempo com um jogador a menos, é difícil. As pessoas de João Pessoa que estavam esperando a gente levar o acesso viram uma equipe aguerrida. Infelizmente, no futebol só passa um – concluiu.

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