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Capitão do Treze sai em defesa do treinador após derrota para Ferroviário

Da Redação com VozDaTorcida. Publicado em 31 de agosto de 2020 às 16:54.

Foto: Ascom/Treze

Foto: Ascom/Treze

A dolorosa derrota do Treze para o Ferroviário-CE, com três gols sofridos após os 37 minutos do segundo tempo, fez com que o título estadual fosse deixado de lado de vez pela torcida, que criticou fortemente a equipe em redes sociais e gerou até nota de uma Organizada do alvinegro.

O desempenho ruim na Série C já coloca o treinador Moacir Júnior na berlinda. De acordo com o repórter Bruno Rafael, da CBN Campina Grande, o treinador segue no cargo, mas os questionamentos começam a se acentuar e seu posto pode sim ficar em risco.

O zagueiro e capitão do time, Breno Calixto, no entanto, voltou a defender o comandante do Galo, responsabilizando os atletas pelos resultados negativos, e criticou a memória curta no futebol brasileiro.

– As críticas são normais. Quando eu sair aqui, o celular vai estar cheio. Vão culpar o Moacir, eu não vejo nada de culpa dele. A torcida não tem que colocar a culpa em um ou outro, isso é idiotice do futebol. Treinador não joga. A gente trabalha a semana inteira, e quem entra em campo é a gente. A culpa é nossa, que fomos desatentos. Tentamos ganhar de qualquer forma, desorganizados, contra o que ele disse. Não é hora de culpar o Moacir. A gente está com ele sempre. Ele acabou de ser campeão com a gente. Há duas semanas ele prestava e agora não presta? Concordo com as críticas, não vivemos um bom momento. Temos que assimilar e procurar melhorar – disse.

Para o capitão do Galo, Breno Calixto, o revés aconteceu porque a vontade de conquistar a primeira vitória na competição era tão grande que, dentro de campo, o time se desorganizou, desobedeceu as ordens de seu treinador, de quem eximiu qualquer responsabilidade pelo resultado, e também pela má arbitragem, mesmo que nenhum dos tentos tenha sofrido influência dos homens do apito.

– A gente teve que sair, que se expor. O primeiro gol foi assim. Tive que adiantar a linha, a bola foi nas minhas costas. Não é desculpa. A gente foi procurar a vitória e nos expusemos demais. A gente não atendeu o jeito que o Moacir trabalha pela vontade tão grande de ganhar. Mas é assim. Não dá para deixar de ressaltar a atuação do juiz. Fomos prejudicados indiretamente, ele dava para os caras e não dava para nós. Não dá para assimilar porque fazem isso com o Treze. Não faz contra Santa Cruz, contra Santa Cruz. Contra o Treze é fora e em casa – afirmou em entrevista para o site PBEsportes.net.

Virando a chave, o próximo jogo do Galo da Borborema será apenas no dia 10 de setembro, quando vai receber o Remo, novamente no Amigão. O tempo para trabalhar e receber reforços pode ser importante para a sequência da caminhada no torneio.

Porém, incomodado com o início ruim na competição, o capitão alvinegro preferia entrar logo em campo para buscar vitórias e mudar o ânimo de sua equipe.

– Temos um tempo doloroso. Por mim, já teria um jogo na quarta para tentar reverter. É em casa, jogo de vida ou morte. Se vacilar de novo, vamos brigar para não cair. Está no começo, não dá para se desesperar. Temos que tirar o aprendizado – disse.

Com três derrotas em três jogos, o título do Campeonato Paraibano parece coisa do passado, mesmo tendo sido conquistado há pouco mais de duas semanas.

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