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Brasil vence a Alemanha e exorciza fantasma antes da Copa do Mundo

Da Redação com Gazeta Press. Publicado em 27 de março de 2018 às 18:46.

fotos: Lucas Figueiredo/CBF

A Seleção Brasileira estará emocionalmente fortalecida na Copa do Mundo da Rússia. Nesta terça-feira, o time nacional deixou apenas para a história o fantasma que o assombrou nos últimos quatro anos ao fazer 1 a 0 sobre a Alemanha, algoz da humilhante goleada por 7 a 1 sofrida nas semifinais do Mundial realizado em casa, em Berlim.

Assim como no catastrófico 8 de julho de 2014, o Brasil não contou com o seu principal astro, o atacante Neymar, machucado. Agora, no entanto, adotou uma estratégia comedida, com três volantes, e soube aproveitar as brechas oferecidas pelo time alemão, com muitos reservas em campo. Aos 37 minutos do primeiro tempo, o centroavante Gabriel Jesus anotou, de cabeça, o único gol do amistoso.

A vitória sobre a Alemanha foi a última partida antes de o técnico Tite anunciar os seus convocados para a Copa do Mundo. Em junho, o técnico terá mais dois testes anteriores ao torneio na Rússia, contra Croácia e Áustria, ambos na Europa.

O jogo – Era impossível esquecer o 7 a 1. Com os jogadores de Brasil e Alemanha perfilados no gramado, diante de um público que fazia questão de lembrar a humilhante goleada da Copa do Mundo passada, os comandados de Tite se mostravam emocionados.

Fernandinho, um dos mais criticados por sua atuação na maior derrota do futebol nacional, estava com os olhos marejados durante a execução do Hino Nacional, assim como muitos outros. Thiago Silva, contestado pelo choro na campanha de 2014, não tinha vergonha de cantar aos berros, com os olhos fechados, extravasando o que sentia.

Desta vez, quando a bola rolou, o Brasil soube controlar as suas emoções. Tite adotou uma postura tática cautelosa, bem diferente daquela escolhida pelo colega Felipão quatro anos atrás, e orientou que a Alemanha fosse marcada desde o campo defensivo. Preservando titulares, os anfitriões ficavam mais com a bola, porém não a ponto de incomodar o goleiro Alisson.

Com o passar do tempo, a Alemanha resolveu apostar em uma série de levantamentos na área, da esquerda e da direita. A maioria deles buscava Mario Gómez, centroavante que ficava constantemente em posição de impedimento e quase sempre finalizava para fora.

Embora eficiente na defesa, o Brasil não tinha vazão de jogo. A estratégia de não atuar com um armador de origem centralizado deixou o time de Tite menos criativo, com dificuldades até de transpor a linha do meio-campo em determinados momentos, e dependente de jogadas individuais e contra-ataques.

Aos 36 minutos, a Seleção Brasileira teve a chance que tanto aguardava. Em posição duvidosa, Gabriel Jesus foi acionado por Willian no meio de dois marcadores e partiu em velocidade. Ao chegar à área, o centroavante limpou bem a jogada, deixando Boateng no chão, mas concluiu mal. A bola subiu demais.

Gabriel Jesus se redimiu já no lance seguinte. Aos 37, após um desarme de Fernandinho, Willian tabelou com Daniel Alves e fez o cruzamento da direita, para o jogador do Manchester City cabecear da entrada da pequena área. O goleiro Trapp chegou a defender parcialmente, mas não evitou que a bola entrasse.

No segundo tempo, a Alemanha tentou manter a mesma estratégia que a fez ser mais presente no ataque no primeiro. Agora, no entanto, estava em desvantagem no placar, o que a obrigava a ser mais incisiva. Do outro lado, tranquilo, o Brasil enfim se soltou e mostrou-se eficiente ofensivamente. Willian, Paulinho e Philippe Coutinho tiveram boas oportunidades para chutar a gol quase em sequência.

O técnico Joachim Low resolveu entrar em ação. Também fazendo testes para o Mundial, ele trocou Goretzka, Sané e Mario Gómez por Brandt, Stindll e Sandro Wagner. Depois, Sule substituiu Boateng, que havia se machucado em uma disputa de bola com Gabriel Jesus.

Com o jogo equilibrado, Tite também mexeu no Brasil, aos 28 minutos, mas não abriu mão do seu esquema tático com três volantes. Douglas Costa foi a campo na vaga de Philippe Coutinho com a missão de dar velocidade à equipe pela esquerda. Em algumas ocasiões, ele era tão rápido que nem os seus companheiros conseguiam acompanhá-lo.

Nos minutos finais, a Alemanha se lançou ao ataque, na expectativa de evitar o tropeço dentro de casa. Com Tite frenético à beira do gramado e a sua única substituição no amistoso, o Brasil conseguiu conter as investidas dos donos da casa e não sofrer nem um gol sequer do país que lhe aplicou sete na última Copa do Mundo. Fantasma exorcizado.

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