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Voto pelo Brasil

Ailton Elisiário. Publicado em 1 de outubro de 2018 às 9:46

Na propaganda eleitoral das próximas eleições o candidato à presidência da República Fernando Haddad tem se utilizado de um expediente pelo qual afirma que vai trazer de volta o Brasil feliz de Lula. Uma frase de efeito para incutir na mente dos eleitores que o país só seguirá rumo ao progresso e crescimento se ele e o PT – Partido dos Trabalhadores estiverem à frente do governo federal.

Para quem tem bom senso vê logo que isso não passa de um engodo, uma tentativa de esconder aos olhos dos eleitores o desastroso governo de Dilma Rousseff, de que se arrependeu o próprio Lula por tê-la feito subir a rampa do Palácio do Planalto, culpando o governo de Michel Temer que, como seu companheiro de chapa, herdou de Dilma o que restou daquilo que dele também fez parte.

Lula diz que Haddad é seu representante. Sendo assim, a lei eleitoral permite registro de candidato por procuração, mas, pelo que se sabe, ela não sofreu alteração nenhuma neste sentido. Consequentemente, é enganosa a informação, cabendo, no entanto, deduzir que o candidato é sim, um autêntico pau mandado e, como tal, apenas cumpre ordens daquele que o controla e manipula.

Por isto que o candidato de Lula diz que ele é Lula, segue a Lula como um cão fiel, que sendo eleito entregará a Lula as rédeas do comando, obedecerá aos ditames de Lula, indultará Lula para tê-lo ao seu lado como ministro, enfim, ele é a matéria para a encarnação do espírito Lula. Que coisa! Esse candidato não tem discernimento, não tem vontade própria, não tem inteligência nem personalidade. Querem os brasileiros ser realmente governados por um indivíduo que não tem iniciativa própria? Duvido muito.

Em verdade, desapegado de compromissos com a Nação, mas cheio de compromissos com Lula, o candidato abusa das palavras para atrair a si os eleitores e transformá-los em instrumentos dos interesses do PT. Fala de democracia e esconde intenções totalitárias, sem perder de vista o locupletamento com o patrimônio público pelo Partido e aliados. Só os seus interesses e os destes prevalecem.

Ele não quer o Brasil feliz de Lula. Ele quer Lula feliz com o Brasil transformado numa Venezuela “madura”, numa Cuba “fidelizada”, numa Bolívia “moralesada”, nessa loucura tupiniquim de uma América Latina “chavista” que nada tem de “bolivariana” de Simon Bolívar. A felicidade que quer para os brasileiros é essa, a dos nossos irmãos latino-americanos que hoje sofrem nas mãos desses “caudilhos” populistas dos tipos de Maduro, Castro, Morales, Chaves e outros.

A lei eleitoral não permite registro de candidato fantasma. Eleitor não pode votar em candidato não registrado. Portanto, Lula é Lula e Haddad é Haddad e nem presidiário nem mamulengo podem presidir o Brasil. O povo brasileiro é que tem que acordar para esta realidade e ter o presidente que seja realmente presidente, com garra e determinação, amor à terra, ao povo, à cultura do país e às suas tradições. O voto do eleitor deve ser consciente, calculado, frio, despregado de paixões personalistas, somente apaixonado pelo Brasil.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Ailton Elisiário

O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.

falecom@fhc.com.br

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