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Velhos e novos imortais

Josemir Camilo. Publicado em 16 de novembro de 2017 às 10:02

Por Josemir Camilo de Melo (*)

Neste momento em que mais um candidato a imortal toma posse na Academia de Letras de Campina Grande, falo do senhor Hasenclever (Rau) Ferreira da Costa, vale apenas refletir a data e o próprio mês de novembro, quanto ao acumulado da produção literária e jornalística da cidade. Principalmente, este 17 de novembro, em que se completam 17 anos da partida do imortal, o jornalista, William Ramos Tejo, a quem me coube substituir na Cadeira nº 12, que tem, como Patrono, Epaminondas Câmara.

A Academia, depois de quase três anos, não por falta de candidatos eleitos, mas por falta, talvez, de interesse em assumir, vem coroar um trabalho iniciado por Aílton Elisiário e que está se gestando no momento, com a posse de Rau Ferreira. O último empossado foi o jovem acadêmico Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio. Depois dele, houve mais dois eleitos e ainda não empossados: Efigênio Moura e Juviniano Cantalice. Rau Ferreira, nosso confrade, também, no Instituto Histórico de Campina Grande, eleito, agora, em setembro, já vai ocupar a Cadeira n. 35, que tem como patrono, o poeta, também esperancense, Silvino Olavo (27-04-1897/26-10-1969), vaga com o falecimento do médico, Dr. Paulo Galvão.

Estará, pois, em boa companhia, neste mês de novembro, companhia de outro grande poeta, o campinense, Anésio Ferreira Leão, cuja data de falecimento se deu em 02-11-1971, aos 71 anos. Terá, por companhia, o bibliófilo, Átila Augusto Freitas de Almeida (nascido em Areia-PB, em 07-11-1923), o teatrólogo, Paulo Pontes (Vicente de Paula Holanda Pontes – nascido em João Pessoa, em 08-11-1940). O mês, ainda, rende homenagem à imortalidade dos confrades, o alagoano, Nilo Tavares (nascido em 24-11-1912- e falecido em 4 de maio de 1999), que fora substituído por Moacir Germano Brasil, hoje, também, memória), além do cearense, Raymundo Yásbeck Asfora (nascido em 26-11-1930). Campina, boa madrinha para “leais forasteiros”!

A posse do novel acadêmico pode parecer um pequeno acontecimento, tal o grande vazio que a imortalidade tem proporcionado à Casa, entre os nossos escritores e produtores culturais. O último ano, 2016, mais especificamente, nos levou a confreira, jornalista Molina Ribeiro (14/11/1938; F: 30/03/2016), e o confrade, ex-presidente da Casa, Moacir Germano Brasil (21/05/1950; F: 17/ 11/2016) e José de Farias Tavares.

Portanto, das 40 cadeiras, apenas 25 estão ocupadas, até hoje. Rau Ferreira, que já nos deu os livros “Silvino Olavo”, “João Benedito: o Cantador de Esperança”, e “Banaboé Cariá: Recortes da Historiografia do Município de Esperança”, livro já adotado pela rede municipal de ensino. Ele será o 26º e, nesta nova safra de candidatos. Esperamos, tão pronto, contar com os dois eleitos, em setembro, José Mário da Silva Branco e Paulo Marcos Cavalcante, no próximo semestre. Por volta de março e abril, a ALCG lançará edital para preenchimento das vagas destes três últimos, de saudosa memória: Molina Ribeiro, José de Farias Tavares e Moacir Germano.

Aos que partiram, preservemos suas memórias! Esta é a função da Academia, a imortalidade de seus acólitos.

(*) Professor, historiador, presidente da ALCG

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Josemir Camilo

* PhD em História pela UFPE, professor aposentado da UFPB, membro do Instituto Histórico de Campina Grande.

falecom@fhc.com.br

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