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Uma boa notícia: continua caindo o número de acidentes no trânsito de Campina

Félix Araújo Neto. Publicado em 9 de março de 2019 às 13:09

Pela segunda vez consecutiva, Campina Grande reduziu o número de acidentes de trânsito com vítimas na cidade. Desta vez, a redução foi superior a 10%, segundo levantamento do setor de estatística da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos -STTP/PMCG.

De acordo com os dados, durante o ano de 2018, registraram-se 2.522 acontecimentos trágicos com vítimas, ocasionados pela violência no trânsito de Campina Grande. Mais um avanço na trajetória de queda nas estatísticas: em 2016, foram 3.280 acidentes com vítimas; em 2017, foram registrados 2.799 e, no ano passado, caiu para 2.522 no total.

Até 2016, a média de registros de vítimas no trânsito da cidade situava-se no dramático patamar anual de 3.000 ocorrências, com cenário de crescimento para os anos subsequentes. Em dezembro de 2016, o número de acidentes envolvendo pessoas feridas, lesionadas, mutiladas, amputadas ou, de qualquer modo, atingidas por essa forma de violência, alcançou a preocupante cifra de 3.280 registros na cidade.

Diante desse cenário, o prefeito Romero Rodrigues impôs um desafio à STTP: criar campanhas com metas estabelecidas para reduzir sistematicamente essas estatísticas macabras. Reunimos nossa equipe e definimos aquele desafio como uma missão para todo time da Superintendência.

A ação foi iniciada ainda em 2016, com a instalação de equipamentos eletrônicos nos 10 cruzamentos e corredores estrategicamente estudados e considerados como os mais letais da cidade.

Outra medida decisiva: a imposição do cumprimento da lei, sob fiscalização e, em casos específicos, com aplicação de multa ao infrator. Paralelamente, a PMCG/STTP, em grau de prioridade, fortaleceu as campanhas regulares de educação para o trânsito e implantou inúmeras outras, tais como: “Pare de Dirigir Teclando”, “Mais Vida” e “Olimpíadas de Trânsito”.

Os resultados renderam prêmios e reconhecimento para Campina Grande. A cidade ganhou destaque nacional, como cidade com desempenho exemplar no “Maio Amarelo”, em 2017 e 2018, além da inédita menção conferida pelo Ministério das Cidades e Denatran com a outorga, da comenda “Em Defesa do Trânsito”.

Em outro eixo, a STTP criou força tarefa, com um robusto programa de recuperação de sinalização horizontal e vertical. Só em 2018, foram implantados aproximadamente 1.400 novas placas, mais de 250 km lineares de sinalização horizontal e ainda 380 faixas de pedestres com tinta termoplástica, além de outras medidas de engenharia como a implantação de binários, fabricação de semáforos, bem como a definição de fiscalização ostensiva de pontos previamente mapeados.

O resultado da implantação da fiscalização eletrônica foi impressionante: estudos técnicos apontam que o número de óbitos – nos corredores até então tidos como mais violentos – foi reduzido a zero, nos locais onde estão fixados os radares na cidade. Impressionante! Nenhuma morte, nesses locais, desde o ano de 2016. E mais: em relação aos acidentes com vítimas, a redução foi,em média, de 65%.

Há motivos concretos para festejar! Em Campina Grande, não há registro de morte, no trânsito, onde há equipamento eletrônico, isso desde o ano de 2016 até a presente data. Além disso, em nossa cidade, o número de feridos no trânsito vem retrocedendo progressivamente!

Em 2017, a STTP/PMCG levantou o ranking das 10 avenidas mais perigosas da cidade, e definiu ações estratégicas para a redução do número de acidentes. E os resultados foram extraordinários! O estudo técnico de 2018 demonstrou que 7 das 10 vias mais perigosas da cidade apresentaram significativa diminuição de acidentes em comparação ao ano de 2017. Assim, houve redução na Almeida Barreto, Elpídio de Almeida, Francisco Lopes de Almeida, Juscelino Kubitschek, Vigário Calixto, Argemiro de Figueiredo e Dinamérica. Apesar dos bons resultados, a preocupação ainda se volta à avenida Floriano Peixoto (corredor com o maior índice de acidentes), Almirante Barroso e Assis Chateaubriand.

De modo residual, em face de notícia recente de acidente com vítima, a STTP/PMCG incluiu, em novos estudos, também a Avenida Francisco Lopes de Almeida, apesar da diminuição registrada no ano de 2018, quando comparado aos anos anteriores.

Em relação à análise dos bairros considerados mais críticos, detectou-se expressivo declínio no índice de acidentes no Catolé, Bodocongó, Malvinas, Santa Rosa e José Pinheiro. Em número decrescentr: Cruzeiro, São José, Prata, Alto Branco e Centenário. Permanece, no entanto, no foco da atenção do planejamento do programa de redução de acidentes, o Centro a Liberdade.

No contexto do estudo realizado, constatou-se também a diminuição de acidentes envolvendo motocicletas. Como se sabe, um dos mais sérios e desafiadores problemas do trânsito de Campina Grande é enfrentar o elevado número de eventos lesivos relacionados às motos. Em 2017, foram 2.286 ocorrências, ou seja, uma média de 190,5 acidentes por mês. Em 2018, tombou para 2.049 casos, perfazendo uma média de 170,8 acidentes por mês. Pois bem, dos 2.799 acidentes registrados em 2017, 2.286 envolveram motociclistas; em 2018, das 2.522 ocorrências, 2.049 acidentes revelam a participação de motocicletas. Aí reside um dos mais graves problemas da cidade.

Mas, nem tudo são flores, apesar do excelente desempenho e resultado das ações de educação para o trânsito, sinalização, engenharia e fiscalização patrocinadas pela PMCG/STTP, nos últimos anos, permanece, ainda, em números crescentes, o atropelamento de pedestres. É, talvez este, o maior desafio imposto, a curto prazo, ao conjunto de órgãos envolvidos na atividade de trânsito no município de Campina Grande.

No ano de 2017, foram 247 atropelamentos, ou seja, uma média de 20,6 por mês. Em 2018, esse número subiu para 261 casos, atingindo média de 21,8 acidentes por mês. A constatação é temerária! Porém, assim como o índice geral de acidentes retrocedeu na Rainha da Borborema, será possível, também, com o empenho dos agentes públicos e privados e com o apoio da sociedade, estabelecer, como desafio, a diminuição do número de atropelamento de pedestres.

Em Campina Grande, esse será o chamamento das próximas campanhas educativas, cujo êxito depende essencialmente da conscientização do motorista, do pedestre e, sobremodo, do engajamento da sociedade nessas ações protetivas. Reverberando o mote tem uma recente campanha nacional, “no trânsito, o sentido é a vida”.

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Félix Araújo Neto

Advogado e professor universitário. Professor do Jus21, Uepb, Unifacisa, Atame e Esma.

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