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Um Puro Pensamento

Tibério César Pessoa. Publicado em 4 de setembro de 2018 às 8:26

Dissemos há tempos atrás que não nascemos prontos, não estamos prontos e não seremos prontos.

Dissemos também que cada ser tem em si mesmo suas verdades disfarçadas das incredulidades, desconfianças, ambigüidades, antagonismos, medos, fobias, egocentrismos e “maligno” e coisas outras inconscientes que produzimos inesperadamente e propriamente com as desordens da imaturidade.

Certo poeta escrevia e dissertava sobre o como “Acordamos” e o como “Temos os Pesadelos”. Dizia ele que às vezes Acordamos “a Tempo e Atento”, porém nem sempre, disposto a dar o devido “Puro Pensamento” aos sinais, sintomas, signos, ícones, símbolos e interpretações lógicas espirituais necessárias a iluminação, elevação e aprimoramento.

Também dizia ele que procuramos no escuro algo morno, incerto, impreciso, nostálgico, beligerante, pueril, inóspito e por vezes perverso. Falava ele assim dos pensamentos obscuros indispostos a mudarem a forma como se elaboram e como ferem.

Sim Ferem!

Dizia outro poeta: “Ninguém viveu na vida o que vivi, ninguém sofreu na vida o que eu sofri, as lágrimas sentidas os meus sorrisos francos, refletem-se hoje em dia nos meus cabelos brancos”.

Por vezes assim há de perguntar-se: Qual a chance em nós mesmos para recriarmos, aperfeiçoarmos, resignificarmos, escrevermos e construir-se dias melhores e menos Ferinos.

Atos, palavras, omissões, gestos, pensamentos, incidências, providências, afetos e sentimentos!

Tudo ali, gerenciando como você “Age e Desperta”.

Sim, somos pele e fala, ossos e pensamentos, tendões e espírito, alma, energia!

A articulação de cada um destes no todo forma este que somos: Humanos.

Intangíveis e esperados, arredios e disciplinados, perversos e amantes, loucos e sãs, aventureiros e organizados, sociáveis e reservados, somos nós, nós somos, nós.

Um Puro Pensamento poderá trazer a tona algo que nas profundezas dos entendimentos e sentimentos, esconde-se e deseja lá permanecer, até que tenha-se consciência elevada para compreender-se contundentemente melhor.

Algo que só você sabe!

Algo que só eu sei de mim e você de ti.

Pois onde-se há muita luz as sombras são mais profundas.

E assim qual a tua responsabilidade na dor da qual você se queixa?

Como envolver-se na causa de si mesmo? E assim, desta forma, como solucionar o problema mais puro da intimidade? O problema de si e da análise de seu discurso de ambigüidades.

O pensamento elevado, o puro pensamento, a arte de um pensar que pesa em si mesmo e reconsidera suas culpas sem medos e seus medos sem culpa.

A medida?

O exercício!

Pois a reforma íntima não é pacífica, a evolução dificilmente é pacífica, o ser-se melhor dificilmente á um “Trato Pacífico”, querer enfrentamentos consigo mesmo em profundidades.

Talvez um puro pensamento, possa, sim, trazer em si e a tona, lá das profundezas á luz:

Você mesmo e devolver a vida na vida da qual tanto nos falta.

Vida longa e feliz a todos nós.

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* PhD em Psicanálise.

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