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Um Eu Fraterno

Tibério César Pessoa. Publicado em 8 de janeiro de 2018 às 13:52

Foto: Ascom

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Dissemos num passado breve que “Talvez em algum momento de nossa existência possamos literalmente e apropriadamente possuir o bem mais inefável da humanidade: Sanidade no Amar!”

Se nós temos alma, espírito, energia cósmica, quântica humana e ou qualquer outro termo que nos leve a “Deus”; ela é feita do amor que compartilhamos e que, apresentamos:

Que não diminuem com o tempo, com o risco, com o espaço e nem se perde com a morte.

Talvez muito pelo contrário é justamente com a morte do “Eu Egoísta” que se alcança um “Humano Vivo”.

Há lugares que precisamos de mais forças para chegar lá.

Digo-lhes mais uma vez:

A beleza encontra-se nas entranhas do ser que procura a iluminação e o discernimento.
Em seu artigo “O mal estar da humanidade”, Sigmund Freud:

“É impossível fugir à impressão de que as pessoas comumente empregam falsos padrões de avaliação – isto é, de que buscam poder, sucesso e riqueza para elas mesmas e os admiram nos outros, subestimando tudo aquilo que verdadeiramente tem valor na vida. No entanto, ao formular qualquer juízo geral desse tipo, corremos o risco de esquecer quão variados são o mundo humano e sua vida mental. Existem certos homens que não contam com a admiração de seus contemporâneos, embora a grandeza deles repouse em atributos e realizações completamente estranhos aos objetivos e aos ideais da multidão. Facilmente, poder-se-ia ficar inclinado a supor que, no final das contas, apenas uma minoria aprecia esses grandes homens, ao passo que a maioria pouco se importa com eles. Contudo, devido não só às discrepâncias existentes entre os pensamentos das pessoas e as suas ações, como também à diversidade de seus impulsos plenos de desejo, as coisas provavelmente não são tão simples assim.”

Outro grande autor dizia:

“Ponha na vida mais amor, menos mundo e mais Deus!”

Digo-lhes ou Lembro-lhes que o mundo é muito vasto, largo e profundo para o homem saber de todos os seus segredos, de todos os seus mistérios, de suas belezas e de toda a sua imensidão.

Assim a mortalidade e a imortalidade são antíteses assimétricas por um lado e, por outro são inquietudes que se completam contundentemente a cada passo evolutivo da humanidade, do homem e de sua pessoalidade.

Sim há objetos que estão fora do nosso alcance e basta-nos entender, compreender e aprender com tal dimensão.

Um eu fraterno não é um objetivo e sim um caminho!

Erros serão inúmeros, mas como dizia o grande mestre Cristo: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos Céus!”

Aproximar-se de si mesmo requer muito daquilo que estamos menos dispostos a dar, ou seja, a verdade para consigo mesmo!

Uma verdade tal que elabora uma Censura Interna rica de veracidade e menos ilusionismo!

Essa é a riqueza das coisas:

Veracidade para consigo mesmo e menos ilusionismo para consigo mesmo.

Tente ser você mesmo que para isso você precise morrer para consigo mesmo.

Vale mais minutos sendo você que uma vida inteira sendo um “Não Você”.

Seja fraterno para consigo mesmo: Seja você mesmo!

A lição não é tão complexa todavia não é tão singela, ou seja, harmonize e equilibre tudo a sua volta interior e exterior, faça-se “Um Eu Fraterno”!

Tibério Cesar Pessoa PhD em Psicanálise

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Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

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