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Transporte Público e Polícia: dois dos mais incompreendidos setores (I)

Mário Tourinho. Publicado em 28 de agosto de 2018 às 12:34

Em vez de dizermos “Segurança Pública” como um dos setores mais incompreendidos por parte da população, mencionamos apenas um de seus instrumentos, ou seja, a Polícia, esta entendida como a Militar e a Civil. E cabe fazermos desde já um esclarecimento a respeito:

– Se reclamamos de “Segurança Pública” em sua dimensão ampla, a reclamação caracteriza-se bem maior que só à Polícia (Militar e Civil), tendo em vista que – como já expresso – este setor policial corresponde somente a uma parte do universo “Segurança Pública”. Aliás, a própria Carta Magna do país normatiza “Segurança Pública” como se ela pudesse ser assegurada à população (e pela população assim assimilada) só através das ações da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civíl, Polícia Militar e Corpos de Bombeiros Militares.

“Segurança Pública” do país, somente pelas ações destes órgãos citados, jamais propiciará sensação de tranquilidade à população. Primeiramente porque não há como o(s) estado(s) custear(em) policiais em quantidade que possam estar a todo tempo em todo lugar (nas ruas, nas escolas, nos hospitais, nas residências etc)… e já temos visto que assaltos, violências, vandalismos, assassinatos e outros males “aconteceram um pouco depois que por lá a Polícia passou”!.. De outra parte, muitos policiais veem-se em dilemas permanentes em suas ações contra o banditismo, isto porque ora são acusados por agirem com muita complacência, ora porque agiram com violência. Há ainda a sensação dos policiais quanto a que suas ações são um “enxuga gelo”.

Outro setor em relação ao qual também há muita incompreensão é a do transporte coletivo urbano. Os órgãos públicos gestores desse setor muito se empenham para oferecer às respectivas cidades um serviço satisfatório e esta satisfação está bem mais relacionada à quantidade dos ônibus que circulam em cada linha, quantidade esta dimensionada pelo quantitativo de passageiros que transportam, o que determina o intervalo de tempo entre um e outro ônibus.

Mas, “lá na ponta”, na parada do coletivo, se entre um e outro ônibus o tempo é de 20 minutos, normalmente se reclama: “Esse intervalo era pra ser de 10 minutos!”. E nem se avalia que para essa diminuição de 10 minutos a frota teria de ser dobrada, o quantitativo de operadores também, o custo de combustíveis idem, etc etc. E aí nem se avalia que seria necessário igualmente dobrar o valor da tarifa para poder dar sustentabilidade a esse essencial serviço público!

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Mário Tourinho

Administrador, membro da Academia Paraibana de Ciência da Administração (APCA), ex-diretor institucional do Conselho Federal de Administração, ex-presidente do Conselho Regional de Administração, pós-graduado em planejamento operativo, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa de 1993 a 2016.

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