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Campina Grande - PB

Tessituras

09/07/2016 às 12:51

Fonte: Da Redação

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* Elizabeth Marinheiro

Dez de julho… Coincidência triste!

Há dez anos perdi outro pedaço do meu eu.

Período difícil, deixando-me cercada de problemas, que se transformam em rotina insuportável. É que a contemporaneidade não eliminou o “machismo” e a mulher viúva vai se tornando, cada vez mais, refém de exploradores (as) materiais…

Mas, ao contrário de Bandeira (in “A morte absoluta”), você se foi, mas deixou seu nome. Um nome que foi sacerdote da Medicina. Que construiu a admiração coletiva. Que fez da Ética e da Simplicidade, um culto.

Relembro-te como pai exemplar. Companheiro amigo. Como excelente velejador conduzindo barcos familiares… Não de tua casa, porém de outros açudes…

Relembro-te sorrindo diante da enfermidade longa. Sem queixas, sem mágoas, sem receios. Eras doçura que amava em silêncio!

Nem tudo foi doença. Tempos maravilhosos: o nascimento dos três filhos; os veraneios; os carnavais; as recepções em nossa casa; as viagens enfim, um permanente e autêntico acalanto.

Um acalanto que me faz esquecer o “rosto magro, a fronte baixa, a boca exangue”. Porque prefiro ver-te na fragrância das rosas; no verde das bananeiras e no nascer dos cajueiros. Até nos cabritos e ovelhas que destes a Lizanka. Sim, um fidalgo sertanejo, como disse Ariano Suassuna.

Dia dez de julho! Tenho convicção de que, ao fitar o Crucifixo, tu pensavas bandeirianamente:

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrarás lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.”

Nem sempre nos é dado o direito de deixar “cada coisa em seu lugar…”.

Contenta-me com relembrar os símbolos que formatam teu nome, JOÃO MARINHEIRO: humildade, despontamento, integridade.

Deus contigo, João!

POÉTICA.

Sobre o livro de Wellington Pereira – “Crônica: a arte do útil e do fútil” – afirma o “mago” Hildeberto Barbosa Filho:

“Escrito em linguagem acadêmica, porém infenso ao esoterismo terminológico e ao falso charme das burocracias metodológicas.”

“A arte do útil e do fútil me parece livro indispensável aos que se dedicam aos estudos do jornalismo e da literatura, assim como aos que conseguem vislumbrar, na sala de aula, o espaço mágico para a experiência, sempre prazerosa, de transformar o caos das informações na ordem do conhecimento.”

Que dizer mais? Nada acrescentar. Apenas compartilhar.

NO OLIMPO DA NARRATOLOGIA

  • IN VERBA MAGISTRI. Eis o título do belíssimo soneto que a escritora Heloisa Maria dedica ao ilustre Prof. Antônio Martins de Araújo, no Rio de Janeiro.

  • Agradeço à amiga Vivi Nabuco o convite para o lançamento de “Entre a Lagoa e o Mar” da autoria do Escritor Fernando Pedreira.

  • A revista “Atual Nordeste”, por sua boa qualidade, tende a permanecer no cenário instável de livros, revistas, jornais. Assuntos atuais e de interesse universitário são assinados por Onaldo Queiroga; Idelfonso Lins; Simone Duarte; Joanildo Mendes; Abelardo Oliveira; Nonato Guedes e outros.

Sob a direção de DEDÉ LINS, o número de fevereiro/15 traz um artigo do nosso Hamilton Fechine defendendo o “Estado da Borborema, Capital Campina Grande”. Que tal?

  • A promoção dos Casais Jadir Farias e João Azevedo Dantas alcançou êxito total, no momento em que realizaram Posse conjunta do cargo de Governador do Distrito 4500, Governadores Assistentes, Equipe Distrital, Presidentes dos Clubes Rotary, Rotaract, Interact do ano Rotário 2016-2017.

E tudo terminou com animado almoço na Quinta da Colina Maison.

ABRAÇOS

Muito carinhosos para Laylsson (da Citroyen), Jussara (da Zoonose), Dr. José Moisés, Célia Farias, Tiêta (ex-aluna) e Adilma Belo.

Ao meu leitor, todo meu amor.

Até a volta, se DEUS quiser. Ele quer.

* Professora-doutora, ensaísta, acadêmica e escritora campinense

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