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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 19 de junho de 2022 às 18:19

Ao elaborarmos o “Projeto Memória de Campina Grande” tínhamos (e temos) a convicção de que a Estética é um olhar para a vida: o sério e o lúdico, sem perder de vista suas heterogêneas configurações, promovendo, assim, o encontro dos tempos. Devemos esse encontro à colisão do presente atual e passados rememorativos. Aterrissamos na Memória.

Urge expurgar tradições dominantes tanto quanto o emudecimento dos poderes públicos, historiadores, analistas e críticos. Cultivar a Memória é reescrever a História com inclusão do pensar voltado à própria Humanidade. Sim, não há nenhum fazer que não seja conduzido por um Ser!

O predomínio da tecnologia sobre a Poética e sobre o Patrimônio
Cultural significa outra espécie de barbárie. A Memória Sujeito-Objeto evitará o declínio da tradição moderna (não confundir com o
pós-tudo) e deve ser compartilhada pela Comunidade, deve ser transmitida e modificada a cada geração, a fim de evitarmos o desaparecer das relações com a existência.

Estas considerações suscitaram-nos a personalidade da primamiga Terezinha Vital Figueiredo. Ela conviveu com a solidão e com a solicitude. Seu autodesenvolvimento estava disponível para tantos quantos a procuravam. A leitura, seu principal lenimento.

Encerro porque não sei verbalizar a dor.

Mas, a tranquilidade estava posta na urna derradeira!

ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPINA GRANDE (ALCG)

Nossa ALCG resultará mais fortalecida no momento em que recebe novos nomes, os quais poderão conjugar um espaço adequado ao Sentido do humano. As Academias não são uma instituição legitimadora, devendo, por este vetor, assumir-se instrumento gerador de conhecimento.

Conhecimento não tem feição museológica. Recusa “literatos” que atendem ao consumo. Recorre à aprendizagem diária. Objetiva análise e/ou construção de perspectivas.

Indiferente à chamada dimensão única, Flávio Ramalho de Brito é autor de “O Tribuno Castro Pinto e sua Época”, obra que redimensiona História e Estilística.

Repetimos o Jornalista Gonzaga Rodrigues: “E chega, em boa hora, o mergulho paciente, fundo e organizado de Flávio Ramalho de Brito, num tempo em que a história da Paraíba já não começa pela bibliotecazinha de uma cidadezinha do interior”. Entretanto, aplaudimos as “bibliotecazinhas” do interior porque elas lançam os índices dos novos hábitos de leitura.

Outro título de Flávio é “Um Político da República Velha”. Drummondianamente, não somos especialista em História: nem municipal, nem estadual, nem federal.

ESPECIAL/MENTE

Meus abraços, hoje, para as amigas Alexandrina Formiga, Mônica Mangueira, Laudicéia Aguiar, Célia Farias, Ivana Cunha Lima. Igualmente, ao amigo André Cunha Lima, um dos meus ídolos.

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