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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 24 de fevereiro de 2019 às 10:11

É ótimo chegar à terra natal, mesmo trazendo na mala a imensa falta de minhas filhas. Falta – saudade!

Boa temporada. Lindos passeios com minha neta. Êxito total nos procedimentos médicos, Graças a Deus. Outros temas serão comentados…

Hoje, não desejo relembrar as tragédias humanas em Brumadinho (MG) e no Flamengo (RJ). Fiquei apavorada e cada vez mais revoltada com o poder federal do passado. Que horror!

É isso aí! 2019 levando também um dos meus queridos amigos. Tudo ou quase tudo já foi dito sobre ele. Mas, há momentos em que não temo redundâncias.

No momento as Humanidades estão ameaçadas por sucessivas perdas. Se o fogo torrou o sonho dos meninos do Flamengo, um raio, talvez, tenha ceifado, prematuramente, a existência do maior jornalista brasileiro. 50 anos de jornalismo apostolar. Verdadeiro missionário do Rádio e do Jornal.

Coragem não lhe faltava. Com isenção e independência crítica protestava, na hora exata, contra todos os poderes nacionais. Em seus horários na TV Bandeirantes mantinha o brilho da naturalidade: jamais acolheu a figura do “poseur”…

Ora a elegância da ironia, ora a graça do chiste, do ”trait-d’esprit”. Maravilhoso! A leitura de sua coluna SWAN(quando atuava no Jornal “O Globo”), era realmente eletrizante.

Embora tenha convivido com Zózimo e Sued, ele soube reinventar o colunismo social, onde importantes assuntos não apareciam nas manchetes dos jornais e, sim, na coluna do genial RICARDO BOECHAT! Furo e mais furos.

Sobre sua inquestionável GENEROSIDADE, decantada nacionalmente, basta que se leia ANCELMO GOIS, que o substituiu quando Boechat passou para o grupo BANDEIRANTES. “Fui aluno de Boechat”, afirmou Ancelmo Gois. Atitude rara, Ancelmo, porque geralmente se esconde quem ensinou as lições…

Detentor de vários prêmios. Simpatia contagiante. Não foi à toa que seu charme mereceu tapete vermelho no Copacabana Palace.

Após a conferência em Campinas (SP), tomou o helicóptero fatal. Retornava para o noticiário da noite, na TV. Mas, a noite anoiteceu o dia. A escuridão anunciando fala cortada.

E o consagrado Repórter deixando o talento, a bondade e o lúdico como exemplos.

No infinito estrelas saudam meu amigo.

RICARDO BOECHAT: “A FORÇA DA NATUREZA”!

Ao meu leitor, estrelinhas de afeto.

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