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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 6 de outubro de 2018 às 11:44

Passarei a transcrever alguns textos lidos por ocasião do encerramento das atividades públicas, referentes ao exercício/2018, da I Seccional PEN da Paraíba, ocorrida em 25/09 p.p. Eis um deles:

 “QUO VADIS

 INTRODUÇÃO:

Canta Antonio Machado: “Caminhante, são teus passos O caminho e nada mais; Caminhante, não há caminho,

Faz-se caminho ao andar.

Ao andar se faz caminho.

E ao voltar a vista atrás

Se vê a senda que nunca

Se voltará a pisar

Caminhante, não há caminho,

Mas sulcos de escuma ao mar.”

 EXPOSIÇÃO:

 Desconstruirei, em dois tempos, a questão “Aonde vão os Munícipios, os Estados, o País? nos moldes propostos por Jacques Derrida:

Primeiro:

“Aonde vão os Municípios, os Estados, o País?”

Em moldes derridianos, desconstruir é demonstrar o que existe de oculto por trás de uma afirmativa. O que se oculta na sentença “Aonde vão os Municípios, os Estados, o País?? O que se oculta é isto: No fundo, no fundo, não existem os Municípios, os Estados, o País. Município, Estado, País são apenas delimitações geopolíticas. São abstrações, na verdade. Porque o que existe são pessoas. São

campinenses, paraibanos, brasileiros, por exemplo, por trás da questão proposta se escondendo esta, na verdade: e nós, aonde vamos? Porque seremos nós que escolheremos, a partir de nossos Municípios e de nossos Estados, os rumos do País. Porque somos nossas escolhas, nosso caminho resulta da caminhada escolhida. É com nossos passos que vamos construindo (às vezes vesgamente) nosso caminho, um olho no retrovisor, outro na linha do horizonte.

Segundo:

E aonde irão o País, os Estados, os Municípios?

”A questão é pertinente, sim. Porque é a partir dos Municípios e Estados que escolheremos proximamente os caminhos e rumos do País — País que, enquanto resultado de uma federação, determinará os destinos dos Estados federados e cada um de seus Municípios desta confederação.

COMENTÁRIOS FINAIS:

Em matéria, porém, de caminho e de caminhada, a cartografia política nos aponta para o desastre, para a catástrofe — ou melhor, para a tragédia, entendendo-se como tragédia tudo aquilo que é determinado pela ação humana livremente escolhida e não por obra e graça da Natureza ou dos Deuses. Em nossa Odisseia nacional, navegamos rumo ao Estreito de Messina, o qual separa a península itálica da Sicília. E nisso me explico, usando o Livro XII da Odisseia de Homero. Cila era uma belíssima ninfa que, vítima de um feitiço, foi transformada em um monstro de seis garras e seis goelas que trazia uma matilha de cães presa à cintura. Em desespero, a ninfa jogou-se ao mar — nas vizinhanças de Caribdes, filha de Poseidon que, castigada por Zeus, foi transformada em um abismo marinho que devorava as ondas três vezes por dia e por três vezes as vomitava, entre rugidos horríveis e terríveis rodamoinhos. Conta-se que, por isso, desde os tempos homéricos, dizem, temerosos, os marinheiros, ao navegarem pelo Estreito de Messina (pelo qual agora trafegamos), que “caminham entre Cila e Caribdes” — ou, dizem outros que comigo concordam: “Todos escaparemos de Cila, para, infelizmente, morrermos todos em Caribdes”.

Singrando o mar em um Titanic verde e amarelo, olhamos o iceberg a distância e declamamos Antonio Machado, ao som de uma valsa:

“Caminhante, não há caminho, mas sulcos de escuma ao mar.” DR. EDMUNDO GAUDÊNCIO.

Pedimos às amigas e aos amigos a gentileza do compartilhamento destas TESSITURAS. Muito grata.

MARROCOS CAMPINENSE

 Com sua fidalguia, a Dra. Célia Téjo reuniu amigas e familiares em seu apartamento do “Mirante”. Seu natalício celebrado com música marroquina.

  Um almoço exótico e excelente, conduzido pela “maitresse de cuisine e sua ajudante. Não sei repetir o nome dos ingredientes; mas o carnerinho não berrou.

 Não berrou porque, ao invés de comprar uma “tagine” por #470,00#, a aniversariante foi à feira e comprou uma panela de barro. Claro, Celhinha acolhe o “economês”…

  Meteu o carneiro, ricamente temperado, dentro da panela e furou a tampa com vários orifícios.

 Pronto, o fino almoço para o alegre espanto dos convidados! Marrocos ficaria insultado… Mas, a ciranda “tejiana” aplaudindo a criatividade sabida da nova “maitresse” dourada. Viva, Célia!

 NOVA CENTRAL

Quando se fica desesperado com as torturantes máquinas falantes das empresas locais ou da chamada “Informação”, perde-se o precioso tempo de quem trabalha; e sem êxito…

 O êxito, iremos obtê-lo com a “Central SALETE CAROLINO”. Você liga, ouve voz humana e tem o número que deseja. Maravilhoso serviço!

 Em boa hora, a lady Salete Carolino apaga “as máquinas” do comodismo e passsa a atender, com literal eficiência” sua clientela. Bravo Salete!

E, ao meu leitor, renovados abreijos.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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