Fechar

logo

Fechar

Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 14 de julho de 2018 às 11:28

Que noite!

Conduzida por Suetônio Villar desembarquei no chic edifício, onde reside o casal Vera/Suetônio. Natalício da querida Vera(antes Lucena).

Durante o itinerário – após objetivos elogios à esposa – o fidalgo de Taperoá disse-me: “tinha muito trabalho na fazenda, mas larguei tudo e voltei para comungar com Vera”. Já não se fazem esposos como antigamente, reza a cartilha popular…

No salão de festas, originalmente ornamentado, a anfitriã recebia os convidados com sua típica e cativante alegria; por sinal, encontrava-se elegantíssima.

Antecipando o jantar, acecípes finos, destacando-se as saladas das mágicas “Motta”: Rejane e Solange, acompanhadas – para minha emoção – por Paulo Moura, filho do enesquecível “udenista” Dr. Ascendino Moura.

Já o buffet surgiu impecável: requinte, cardápios de alto nível e indicutível sabor. Gente fina é gente fina…

Repertório músical seleto, executado por excelente intérprete e contando com a maravilhosa participação de Olguinha Amorim. Saudade e roedeiras em muita gente, inclusive em minha cara amiga Marié Vasconcelos. Enquanto muitos dançavam, a lady Salete Carolino, nova edição da Madre Alice (Colégio das Damas), desfilava seus finos longos negros e sempre com o salto 15. E mais: exigia aplausos dos presentes!

Já a doce Jaci Cruz Lira encantava com sua doçura permanente. Tive um grande prazer em reencontrar a “impontual” Madalena, viúva do gênio Everaldo Holanda, ex-integrante da antiga FACMA. Brilhantíssimo na interpretação de “Caronte” (Dante em o “Inferno”).

Mana Carolino e eu mergulhamos no passado Campina/Recife: as ruas da “Floresta” e “João da Mata”; os ex-namorados; os carnavais de Recife; as praças; “Casa Forte”(quanta saudade do meu Amigo/Mestre Ariano Suassuna); o “Marco-Zero”; Olinda e muito mais…

Tavinho Miranda, sempre cavalheiro, foi um fino adjuvante na festa de Vera.

Uma noite, em meu olhar pessoal, incomum. Incomum já que a ambiguidade, revestimento na queda das axiologias, trouxe a ínversão de inúmeros valores. Dentre tais valores encontra-se a descartabilidade do comportamento social.

Outro dia, a exemplo, após as mãos apertadas em sinal da “Paz de Cristo”, uma senhora dizia a outra: “você viu como a saia de fulana estava curta?” Quanta religiosidade!!!

Fala-se muito nos grupos existentes no cotidiário social. Terão os grupos legitimidade ética? Não sou promotora, nem Juiza para questioná-los.

Verdade é que a pós-modernidade (ou o pós-tudo?) está influenciando a desvalorização do Humanismo. Nada mais danoso que as famílias trocando o conviver por mídias, zaps, tablets e outras drogas. Até parece que S. Santidade, o Santo Padre Francisco perdeu a esperança na convivência familiar.

E pelai estes aparelhos tornaram-se tão vulgares que impedem a boa conversa, ferem os ouvidos e provocam irritações no estômago… Que horror!

Tudo é relativo, sim. Eis uma linda família reunida: a tradição do VILAR armorial liga-se à tradiçao dos LUCENA. O cheiro dos bodes amados por meu amado ARIANO SUASSUNA (um Vilar também) ligando-se ao carisma de Vera, numa demosntração de que a Família sobrevive. Graças a Deus.

Ninguém pode duvidar desse carisma pois nenhum(a) filho(a) do casal Nenem/Alfredo Lucena carrega a alegria da Vera, uma voyeur campinense: nem Doutor, nem Deca, nem Totinha, nem Dayse, nem Juliana, ninguém tem o maravilhoso “astral” da Vera, dirá o fidalgo Suetônio.

Vivi uma festa feliz. Saliento a finesse de Salete. O talento de Olguinha. O lúdico de Mana. A careca de Tavinho. A gastronomia das meninas Motta. A simplicidade de Jaci. A simpatia de Marié e Madalena. E a espotaneidade de tantas pessoas bonitas.

Vera e Suetônio, perfeitos anfitriões, dividiam-se com todos.

Na autenticidade da festa, a verdade do afeto, a ausência do fútil e a legitimidade do

AMOR e da PAIXÃO!

E ao meu leitor, os lamentos de um BRASIL mais decadente… Em frente! Deus é Maior.

 

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Elizabeth Marinheiro
Elizabeth Marinheiro

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube