Fechar

Fechar

Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 7 de julho de 2018 às 12:21

São inúmeros os estudos sobre a Crônica e – parece-me – nenhum apresenta considerações conclusivas. A partir de Massaud Moisés, em “A Criação Literária”, a Crônica é vista em sua acepção etimológica: chrónos. Outros a consideram relato histórico. Mestre Afrânio ligou-a ao ensaio.

Estudada enquanto oscilação entre poesia, jornalismo e até como espécie rigorosamente literária. Inclusive, Jorge de Sá, em “A Crônica” (p. 56), confunde-a com simples notícia…

Breve ou longa. Opinativa ou informativa. Liberta ou híbrida, acolho a ambiguidade narrativa, sem objetivar seu índice de literariedade. Diante das “saladas” conceituais, evoco Maurice – Jean Lefebve, em “Estrutura do Discurso da Poesia e da Narrativa” (p. 154): “… a linguagem não é só matéria: é sentido, recolhendo em si o devaneio das coisas”.

Recorro, igualmente, a alguns dos meus ídolos literários.

Para o mestre Davi Arrigucci “… a crônica sempre tece a continuidade do gesto humano na tela do tempo” (Enigmas e comentários, p. 51). Com o consagrado Escritor Wellington Pereira a Crônica “é uma conjunção de elementos linguisticos e expressões verbais que são legitimados a partir da linguagem coloquial” (Crônica: a arte do útil e do fútil, p. 40). E o mago Hildeberto Barbosa Filho, referindo-se ao canônico Gonzaga Rodrigues, enfatiza que “a crônica nasce do rio da memória, das evocações, das lembranças das coisas, dos bichos e dos seres que lhe povoam a cena do passado”. (Os Desenredos da Criação, p.p. 91-92).

Pois sim! O gesto (Davi); o coloquial (Wellington); a memória (Hildeberto) conduzem-me ao “devaneio das coisa”(Lefebve).

Devaneio é sonho. Sonhar é uma corrente significativa, onde há espaço para o jogo, para o nonsense (Deleuze), para imagens e até para secretas pulsões…

Todas estas colocações podem ser percebidas no cronicário do Escritor CARLOS ROMERO, no qual se sobrepõem, ao mesmo tempo, os valores do humanismo.

Publicadas em jornal ou livro (“A Dança do Tempo”) as narrativas romerianas dispensam o precioso e o esotérico, mantendo hibridismo temático e qualidade estética.

Nesta “dança” liricamente construída, a natureza, os amigos, a cidade, o tempo setembrino (grifo nosso) dançam magicamente e em harmonia com a metalinguagem e a reflexão.

Mesmo reconhecendo os vários discursos que se cruzam na lírica de Romero, prefiro vincar o humor. Este paraibano, na condição de excelente voyer, evitou o confessionalismo e o modernoso porque sabe que humor é realmente “a fina casca do ovo…”

Soube canalizar para o cotidiano um tempo ilimitado. Da linguagem base fez emergir a inversão do mundo, a fim de esconder o riso. Sem a preocupação do consumo, da novidade e de gêneros, CARLOS ROMERO prova a autonomia da Crônica.

Se “a linguagem não é só matéria”, Carlos Romero oferta aos leitores a poetização do pouco. Qualitativamente!

A HORA DE TÉLIO.

Escondido na sua simplicidade, o talentoso Dr. Télio Farias é nome nacional.

Integrante do respeitado Jornal Literário “Rascunho”, o Advogado campinense recebe o elogio de Rogério Pereira (Editor) e é homenageado por ocasião dos 18 anos de “Rascunho”.

Parabéns, Télio! Parabéns Campina!

SÃO PEDRO/LADAINHA

Senhor, tende piedade de nós!

Jesus Cristo, tende piedade de nós!

Senhor, tende piedade de nós!

Simão pescador, rogai por nós!

Filho de João, rogai por nós!

Irmão de André, rogai por nós!

Pescador de Genesaré, intercedei por nós!

Discípulo do Batista, rogai por nós!

Seguidor de Jesus, rogai por nós!Cefas, Simão Pedro, rogai por nós!

Pescador de homens, intercedei por nós!

Hospedeiro de Cristo, rogai por nós!

Patrono das viúvas, rogai por nós!

Amigo das famílias, rogai por nós!

Testemunha de Jesus, intercedei por nós!

Pedro no Tabor, rogai por nós!

Coluna da Igreja, rogai por nós!

Pedro perseguido, rogai por nós!

Pedro Prisioneiro, intercedei por nós!

Mártir da Igreja, rogai por nós!

Animador da fé, rogai por nós!

Líder dos Apóstolos, rogai por nós!

Primeiro Papa, intercedei por nós!

Mediador do Céu, rogai por nós!

Fiel companheiro, rogai por nós!

Força na esperança, rogai por nós!

Pedro, Pedra Viva, rogai por nós!

Alicerce da Igreja, intercedei por nós!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!”.

Ao meu leitor, muito carinho.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube