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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 23 de junho de 2018 às 10:38

As “Advinhas”, estudadas por Jolles e por esta autora, são presença marcante nos festejos de São João. Gosto de João; gosto de São João; gosto das “advinhas”.

Nesta manhã, afrontada por comentários urbanos e televisivos, recordo Bandeira:

       O animal deu nome às ilhas:

       Estas deram nome à ave.

       O animal como se chama?

       Como se chamam as ilhas?

       E como se chama a ave?

 Responda, senhor ou dama.” MANUEL BANDEIRA (in “Poesias reunidas”, p. 344).

Diante de uma Poética que inventa roteiros, une o complexo e o simples, que junta verso livre/verso tradicional e que retira o sublime do chão, parece-me que, o “ubi sunt”, tema mais recorrente em Bandeira e com ilimitados Ensaios, outros focos devem ser observados, embora como simples sugestões.

Não se tem dúvida de que a obsessão da morte – tematizada transcedente ou ironicamente pelo Poeta – são opostos que se unem, favorecendo a humildade da criação, verdadeiramente artística.

        Voltando aos demais focos, transcrevo:

       “Quando ontem adormeci

       Na noite de São João

       Havia alegria e rumor

       Estranhos de bombas luzes de Bengala

       Vozes cantigas e risos

Ao pé das fogueiras acesas.” M. BANDEIRA (in “Antologia Poética”, p. 82).

O texto “Advinha” comprova as experiências cotidianas e a tonalidade popular, em leitura denotativa. Entretanto, esta forma jolliana esconde outros significados… Claro, não tenho objetivo conclusivo. Mas, “o animal” racional está solto nas ruas e palácios. As “ilhas”, longe do “berço esplêndido”, temem “aves” de rapina.

Mas, quem sabe os nomes dos animais…?

As “ilhas” estão perto de todos nós…?

E qual o nome do animal?

E qual o nome da ave?

Analogias? São possíveis. Porém, “desentranhar” a feitiçaria LÍRICIA de sua expressão artísitica é tentar desvendar os bastidores do abstrato e do coloquial quer permeiam o universo bandeiriano. Tarefa para os pósteros!

 Não posso esquecer a conformação, o lúdico e os paradoxos  de Bandeira, mas posso repetí-lo:

 “– Não quero mais saber do lirismo que não é libertação?

BANDEIRA/MENTE

Pior que os “camelôs” são as seringas vigentes no “Parque do Povo”. Céus!

Caro Prefeito Romero: a rua Nossa Senhora de Lourdes está com o asfalto tipo “mini-saia”…

Como é salutar o conversar com Vera Lucena, Maisa Gadelha, Celeide Farias, Célia Farias, Lucie Motta, Marizelda Soares,  Hilma Loureiro, Lau Aguiar, Rossana Pinto e tantas outras boas amigas.

ABRAÇOS.

Bem calorosos para Dr. Oscar Ferreira, Lamir Motta Filho, Eduardo Amorim, Arquimedes/Giovanna Leal. E, ao meu leitor, cuidado com seringas…

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Elizabeth Marinheiro

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