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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 18 de março de 2018 às 11:01

 Esposa devota até nos momentos mais difíceis de sua vida cojugal.

        O estudo, a pesquisa permanente, o magistério não impediam a dedicação aos filhos.

        A boa “dona-de-casa” trabalhava, sempre, com um livro junto dela. Leitora  sem atalhos. Brilhante!

        Visitar livrarias e comparecer aos eventos literários eram hábitos constantes em sua agenda.

Protagonista dos Congressos Internacionais de Teoria e Crítica Literárias em nossa cidade.

Desconhecia os jogos do desamor. A linguagem isenta de construções impensadas. Os fardos universitários não corroíam seu otimismo, suas esperanças.

Com ela, elaborei a descrição dos pelotões que integraram o desfile do Colégio Estadual da Prata (o “gigantão”), no Centenário de Campina Grande.A narração(feita por mim ao microfone) gotejava seu discurso poético e denunciava barcas de luz transformadas por sua própria linguagem camoniana.

Resultado: o “Gigantão sagrou-se em primeiro lugar!

Certa vez, ao assumir uma classe na Universidade, encontrei uma turma de senhoras, que havia voltado aos estudos. Ao perceber a presença de Dra. JOSEFA DORZIAT BARBOSA tomei-me de espanto. Como eu poderia ministrar aulas a quem já era minha Professora?

A cada aula, crescia meu receio, até porque nunca deixei de pedir-lhe orientações e entregar-lhe meus textos para que ela corrigisse. Além do domínio da Lingua Portuguesa, DÓDÓ mantinha apropriação do Conhecimento Geral das Literaturas. Um fenômeno, sem dúvida!

Ainda lamento que, por desencontro de informações, não fiz meu confiteor de reconhecimento, estima e admiração diante do seu velório. Tristeza!

Mas, reaprenderei todas suas lições, mestra JOSEFA DORZIAT BARBOSA!

E lá nos céus, querida amiga/mestra, seu nome estará inscrito com metáforas, símbolos e símiles e estrelado por seu inqusetionável talento. Talento escondido por sua humildade  e simplicidade legitimadas.

São Pedro a receberá sem que VOCÊ peça licença! Amém.

POÉTICA.

Louvo Dra. Josefa Dorziat Barbosa com parte de um poema:

Faze que sejam claros meus olhos, Senhor.
E que meu olhar, bem reto, desperte uma fome de pureza.
Faze que não seja nunca um olhar desiludido, desabusado, desesperado.
Mas saiba admirar,

extasiar-se, contemplar.” MICHEL QUOIST (in “Poemas para rezar, p. 65”).

DORZIAT: FOME DE SABER!

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Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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