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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 25 de março de 2018 às 13:29

Amanhã (26, segunda-feira) e como foi amplamente divulgado, ocorrerá a reabertura pública do Calendário/2018 da I SECCIONAL PEN da PARAÍBA, às 17h, na FIEP/ Gestão Buega Gadelha.

Como se sabe, desde sua criação(há seis anos), nossa Seccional se reune, publicamente, nas últimas segundas-feiras dos meses março, abril, maio, agosto, setembro e outubro.

Desta vez, teremos uma excelente pauta, onde constam:

– O Grupo do Maestro Erivan Ferreira da Silva;

– O instante do “in memoria”;

– Homenagem à Mulher campinense nas pessoas indicadas pela Comunidade local: Adriana Melo, Auxiliadora Bezerra, Carminha Diniz, Lucie Mayer Motta, Laisa Grisi, Leda Figueiredo, Marília Almeida, Maria Helena Araújo e Mércia Gouveia (ordem alfabética).

– Comunicação desta autora em torno de Clarice Lispector.

– Confraternização com doação dos já famosos “pratinhos”.

Participem! Nossos atos são públicos, dispensam convites oficiais porque o face, os telefonemas e o “boca à boca” são métodos diretos de comunicação.

Por antecipação, nossos agradecimentos.

CARMONIANAS

Lembrei-me hoje das aulas da famosa Prof. Otília Xavier, de saudosa memória.

Suas rigorosas aulas exigiam da turma descobrir o sujeito, o predicado e os complementos nos cânticos de “OS LUSÍADAS”. Santo Deus. Eu? tremia… Detestava Camões…

Passado o tempo, entendi que era “irônico” fazer “análise sintática” do Vate que, ancorado na lírica, no épico e no dramático, narrou a viagem de Vasco da Gama ao redor da África e a descoberta do caminho marítimo para as Índias. Nele, o ideal cavalheiresco e o ideal humanista.

Lembrei-me também da aparesentação da FACMA na Peninsula Ibérica (1972). Do programa constou minha dramatização do Canto IX, onde Vasco da Gama inicia o regresso e, no caminho, encontra a ilha dos Amores, preparada por Vênus para receber e premiar os navegantes.

Enfatizei as ninfas de Vênus, acalmando a fúria dos ventos e transformando aquele paraíso ecológico e erótico. Ninfas enamoradas, vestidas em longos alvos e transparentes. Belissíma coreografia, aplaudida de pé em Lisboa(Palácio da Foz). Inesquecível!

Dei ao canto IX o aspecto gracioso, conquistador, isento das águas-paixão das Nereidas – peculiar às ninfas enamoradas. Lindas “minhas meninas”.

Hoje me surpreendi com uma ninfa diferente. Achava-a (à distancia) orgulhosa. Por telefone, mantive uma longa conversa com uma senhora professora, que foge aos padrões docentes da atualidade.

Português castiço, percepção vislumbrante do mundovida. Vasto conhecimento geral. De uma simplicidade encantadora. E realmente voltada para a Alteridade. Tomei-me de encanto e esperança! Motivos óbvios…

Não se tratava das musas camonianas e sim de uma NINFA: carne e osso. Real.

Professora Ninfa Batista (viúva do Prof. João Batista): eis o avesso das ninfas mitológicas e/ou pós-modernos!

ABRAÇOS.

Muito apertados e sinceros para meu leitor e para todos aqueles que, amanhã, estiverem presentes à FIEP.

POÉTICA.

“Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte”. CAMÔES (in canto primeiro de OS LUSÍADAS)

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

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