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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 28 de abril de 2018.

Nosso imaginário alimenta diversificados olhares.

Posso olhar o pássaro fazendo seu ninho. Pingos batendo na vidraça. Rochedos espraiando-se pelo mar. Posso contemplar borboletas voando e purificando a atmosfera. Escuto um sabiá dizendo que “o canto é que faz cantar”. E, não raro, sinto-me num quarto sem paisagem…Fora do chão, talvez.

Olhar e memória assemelham-se. A exemplo, penso uma criança emergindo de um casal feliz. Ela cresce – menina vivendo a infância sem traçados.

Faz-se moça bonita, cujo olhar verde ilumina esperanças. Nem imaginava que a vida, frequentemente, é uma “condenação ao degredo…”

Contradições! Poderá ser a festa aniversária. Os pingos batendo na vidraça. A ciranda na calçada com as irmãs unidas. Dribles no papai e na mamãe. Enfim, a vida é linda para quem sabe vivê-la.

A menina tem os seus namoricos. Estuda. Torna-se profissional competente e admirada por todos os companheiros de trabalho. Seu sorriso largo conquistava!

A menina casa. Tem uma filhinha que passa a ser o maior encanto de sua existência. Mas, aos 15 anos, Gabi foge para o céu… Lá, Gabi disse: Senhor, quero a clareza para se ver em mim e adorar-te. Eternamente.

Sua mãe, interiorizando a saudade, tristeza e solidão, soube compreender os vazios do mundo e os momentos desconexos do existir.

A mim, me parece, SIMONE, que tu eras assim. Parece que não te prendias a nada. Porém, nunca te vi prisioneira da amargura. Nunca!

Decerto, devias, no silêncio das noites, reconhecer que nós procuramos a nós mesmas e não nos encontramos. Daí, partistes sem dizer adeus. Quem sabe, o “cansaço antecipado” daquilo que não achastes?

Que nada, Simone amada, diante do Senhor tua fala é súplica: que minha vida seja digna de Tua Presença.

Dai-me, portanto, alma para Te servir e alma para Te amar.

Deus te abençoe, Simone!

I SECCIONAL PEN DA PARAIBA.

A segunda reunião do PEN remeteu para o Projeto MEMÓRIA DE CAMPINA GRANDE. Tivemos, pois, a XXX etapa do referido Projeto.

A sessão foi maravilhosamente aberta pelas excelentes bailarinas do Palácio Suellen Carollini, dirigido pelo incansável trabalho de LAUDICÉIA AGUIAR. E as mágicas Hadassa Costa, Ana Beatriz e Vitória Maria foram as deusas da tarde.

Sob os acordes do Hino Nacional, foram celebradas as memórias de Mica Guimarães e Simone Figueiredo Fernandes.

Com uma crônica bonita e substantiva, Elvis Guimarães traçou o perfil do seu pai. Narrativa perfeita!

Já o Jornalista Rômulo Azevedo, em conciso improviso, focou vários aspectos da vida do inesquecível Mica. Brilhante!

Esta autora memorializou a querida Senhora Simone Figueiredo Fernandes.

Em seguida, nosso Presidente José Mário, com sua eficiente atuação, facultou a palavra aos presentes, os quais deram pertinentes depoimentos em torno de Mica.

Finalmente, a tradicional Confraternização.

MENSAGEM.

“É muito amor e alegria

Pra dos festejos falar

Os três santinhos queridos

Vamos homenagear

Sto Antonio, São João, São Pedro

Campina sabe louvar.” ALMIRA ARAÚJO CRUZ SOARES(in Pintando o 7, p. 01).

Esta mensagem é um prenúncio da próxima reunião, em 28 de maio próximo e que contará com o apoio indispensável de NINFA, ALMIRA, CHICO e outros adeptos da Literatura Popular.

E ao meu leitor, abraços fortes.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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