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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 19 de maio de 2018 às 11:32

Obscuros dias…

E hoje tomei-me de Drummond, companheiro de várias horas. Os dias são como sua própria poética.

Claro, não pretendo a ousadia de abordar o Poeta em apressadas linhas, até porque estou diante do Gênio estudado por muitos sábios.

Para mim, ele permanece “claro enigma”. Artesão da humanidade. Lírico ou épico, mas com o discurso do sempre. Tradicional e moderno. Seu “gochismo” pode levar-me à dor, ao humanismo, à miséria moderna.

Sua ética intelectual acolhe o humor e o desencanto. Humor, cujo timbre de piada, esconte a visão crítica, a exemplo de “O sátiro”.

O desencanto, explícito na desintegração das palavras, soma-se ao clássico, ao épico e ao grito social revelados em “A Bomba”:

“A bomba/ não destruirá a vida”

Se na obra drummondiana há uma evolução em cada livro, não posso ligá-lo aos “modelos”… Mas, a ambiguidade, o hermetismo, o coloquial e, sobretudo a força dramática e o “sentimento do mundo” me parecem tão recorrentes quanto o culto ao lirismo.

Lirismo do eu e lirismo social. A força dramática que nem protesto contra ilusões, contra as dores coletivas, contra a alienação que, se bem estudadas, são desveladas em “A rosa do povo”, “Caso do Vestido” e “José”(às vezes banalizado…)

Enfim, é nesse território estético e humano que digo adeus aos estimadíssimos amigos LULA CABRAL e RÔMULO GOUVEIA.

Lula encontrou muitas pedras no caminho… Porém com sabedoria e fraternidade soube superá-las. Com brilhantismo, efetivou a fase áurea da cultura campinense. Associo Lula com “O lutador” de Drummond:

“Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

Ser-lhes-ei escravo

de rara humildade”

Lula: o Céu te recebeu com sons de Harpa! E assim, tirastes o chapéu a DEUS!

Rômulo foi a permanente comunhão com a pobreza campinense. Ao ser homenageado por mim, quando coordenadora do NELL/UFPB/Campus II, situado na rua João da Mata, ele manifestou-se emocionado. Os óculos, a calça/camisa, a sandália japonesa eram índices do seu glorioso futuro.

Presidente dos movimentos de Bairros locais, desenvolveu sua liderança essencial. Amigo dos seus amigos. Afetivo e conectado com a Paraíba. Sua ascensão política deverá constar da Historagrafia Política. Sem dúvida.

Pessoalmente, queridos Lula e Rômulo, não encontrei palavras para revivê-los. Faço deste verso de Drummond, minha própria fala:

“Sem ti não somos mais o que antes éramos”(cf. “Fazendeiro do Ar”).

Deus os abençoe!

OLIVEIRANDO.

Nada melhor que rever amigos.

No encontro, o olhar expressivamente verde de Lucie M. Mota. A versatilidade de Vera Lucena. Finesse com Argentina. Beleza angelical de Jaci Cruz. Relações humanas em Salete Carolino.

A felicidade de Leda e Maria do Carmo Figueiredo. Belo rosto: Carminha Diniz. Elegância: Celeida Veloso. A tranquilidade de Socorro Pinto. Lindas: Socorro Virgínio e sua filha. Simpatia com Euda Braga. Genalda Vilarim e seu riso franco. Benira Pereira com sua delicadeza. Presença marcante da RFCC. Adacy Bello e Rosa Gabínio sempre prestigiando os eventos sociais. Zélia Magela, um amor de pessoa. E Lau Aguiar com seu legitimo carisma.

A memória também falha. Sai correndo para visitar Lula Cabral. Mereci, porém, a gentileza e a solidariedade do casal amigo: Ana Maria/David Mangueira. Gratíssima, ao amoroso casal.

Parabéns, Oliveira Filho!

CHEGOU A HORA.

No próximo dia 28(segunda-feira), às 17h, na FIEP/Gestão Buega Gadelha, a I Seccional PEN da Paraíba estará encerrando suas atividades públicas, referentes ao 1º semestre/2018.

Teremos uma reunião em torno da Cultura Popular, com o apoio de ALMIRA, NINFA BATISTA, CIDA PINTO, com as quais se encontra a programação. Também teremos a abertura do Espaço Infantil com Ana Letícia Cabral.

Confiamos na presença de todos os segmentos de nossa cidade, pois somos uma Instituição sem fins lucrativos e sem apoio dos poderes públicos e empresariais.

Em sendo nosso encerramento semestral, pedimos às amigas e aos amigos a gentileza de um “Pratinho”, à vontade de cada um, sem esquecermos pamonha, pé-de-moleque, salgadinhos e outros gêneros.

Caro leitor: faça sua adesão ao PEN!

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Elizabeth Marinheiro

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