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Campina Grande - PB

Tessituras

26/11/2017 às 12:15

Fonte: Da Redação

Por Elizabeth Marinheiro (*)

A Informalidade em busca de conhecimento (I Seccional PEN da Paraíba). Tal informalidade não acolhe as certezas, nem o tempo dos relógios; os relógios, de acordo com Heidegger, são lineares e feitos de agoras sucessivos.

Ao propor uma temporalidade extática, o mestre estabelece a relação passado/presente/futuro, enfatizando o futuro. Percebo que a temporalidade e seu componente histórico fundam a Ontologia Fundamental, caminho para as questões do ser.

Por este viés, Heidegger nega a filosofia e afirma a não-filosofia. É quando traz à cena o Ser que teria sido banido pela Metafísica; daí, certos confrontos com o niílismo, terreno onde não quero pisar…

Se ser temporal é ser histórico, fica claro que não se trata da Historiografia e sim da compreensão do ser e do tempo. Esta compreensão não se limita apenas à temporalidade, questiona o subjetivo, o “si mesmo do eu sou” e o ser no mundo.

Histórico enquanto acontecimento, fatos, etc que tematizam o passado. A construção temporal – base da Ontologia Fundamental – ao convocar o cotidiano – robustece o “eu sou” do existir e a posição afetiva no meio do ente.

Vários Críticos apresentam muitos conceitos de temporalidade, a exemplo de Husserl, Gadamer; porém a Ontologia Fundamental convoca o tempo originário e finito para reduzir o conhecimento da Metafísica e desenvolver o campo da “presentidade”.

Sem fazer melhores diferenças entre ser e ente, a Ontologia prioriza o combate à metafisica e o esquecimento da verdade do ser. Por consequência, a prática meditante de Heidegger considera tais questões, incluindo o “pensar de ser e ente” e elevando a Filosofia que teria apontando a civilização mundial.

Nestas horas, dominadas pelo consumo, pela economia de mercado, pelas “delações premiadas”, por traições, por imitações e outros vermes, é possível que o Conhecimento (postulado pela Seccional PEN) esteja ameaçado… E a Literatura, engolfada pelos “espelhos” e não para a criação, onde “O pensador diz o ser”, perderá sua originalidade, sua função social.

Estas ousadas considerações (não sou professora de Filosofia) vieram à cena quando percebi o desinteresse geral relacionado ao PEN e quando olhei o calendário FACMA e constatei que não fui convidada para nenhum dos seus eventos. Será que o “rapazola” anda por lá?…

Frente aos quadros “obscuros”, volto ao Heidegger para aguardar o Conhecimento porvindouro, repetindo que “A renúncia da vontade caracteriza a pratica meditante” e discordar dele (quem sou eu…) ao dizer: “Nada devemos fazer, somente esperar”

RODA VIVA

  • Obteve muito sucesso a posse do novel acadêmico Rau Ferreira junto à Cadeira Silvino Olavo, inclusive com o lançamento de uma obra sobre o ilustre filho da Esperança. Parabéns Josemir Camilo.

  • Vai “bombar” a Tarde Dourada, na Quinta da Colina Maison, próximo dia 28. Mais um feito de Tavinho Miranda em função da sociedade local.

  • Já em 12 de dezembro a RFCC estará em festa sócio-religiosa. Com nossa Presidente Nilce França e o talento do Padre Márcio, o Ato é imperdível.

  • Fortalecendo seu currículo social, Oliveira Filho – consagrado colunista social – promoverá “Jantar VIP – 2017”, no próximo dia primeiro, no Garden Hotel.

ABRAÇOS. Bem calorosos para as Dras. Dagjane Frazão, Tatiana Medeiros e Guida Almeida; para Salete Carolino, Jaci Cruz, Aurinha B. da Fonseca, Marizelda Soares, Ida Steinmuller (aniversariante do mês), Talden Farias, Hilma Loureiro e Vanda Figueiredo Fernandes.

(*) Ensaísta

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