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Campina Grande - PB

TESSITURAS

08/07/2017 às 13:26

Fonte: Da Redação

Por: Elizabeth F. A. Marinheiro

Uma sexta-feira… Não gosto das sextas-feiras. Mas, a chegada de Lizanka e Maria Eduarda apagou a melancolia. Melancolia também mata o tédio infinito. Assemelha-se à solidão que, na inquietação dos deslocamentos, reforça o contato humano.

Fui dormir do lado luminoso e, no sábado (dia 06/05/2017) acordei com os contrastes do declínio pessoal. Ousada, aceitei o caminho de uma loucura-pássaro! A pedagogia contraditória que, no plano existencial, integra-se ao testemunho que se “torna registro da experiência de muitos” disse o inesquecível mestre ANTONIO CANDIDO.

Eu não sou “muitos”, porém fugi do hospital, sem autorização médica, sentindo uma fusão do eu intimo com o eu social. Ânsia de libertação…

Libertação oniríca, talvez: ouvi o sério depoimento do Prof. Dr. Virgilio Brasileiro; a fala doutoral da Profa. Dra. Divanira Arcoverde; o alto nível crítico do mago Escritor/Imortal, Hildeberto Barbosa Filho. E mais: o gesto amigo de Evanilson Dias e a elegância presidencial do Imortal José Mário Silva Branco.

De repente, a voz doce de Maria Eduarda. Surpreendida, não se afastou da realidade contemporânea e recorreu ao seu coloquial caracteristico: visão familiar, ênfase na intuição artistica.

Nem mesmo as atenções da Imortal Escritora, Ângela Bezerra conseguiram atenuar meu coração/música; o vago encantatório e meu frágil estado de alma: Maria Eduarda e sua talentosa simplicidade! Que Deus a ilumine, sempre.

Febre, tremores, frio nada me retirou do sublime poético. Dai, esta escrtita feita coelho de cartola mágica…

E por magia, eu enxergava aquele auditório transformado em território de verdadeiras amizades: meus familiares, minhas amigas, meus amigos, médicos respeitáveis, intelectuais brlhantes e, complementando a constelação, a caravana da APL: Ângela Bezerra, Sales Gaudêncio, Gonzaga Rodrigues.

Um coquetel rico e saboroso era tema coletivo, todavia isento da minha involuntária ausência.

Presente minha profunda gratidão ao Presidente Buega Gadelha e sua extraordinária esquipe.

Presente ficará a TV PARAÍBA com a dedicação do colega Carlos Siqueira.

Presente ficará o inesquecível poder das amizades legitimadas.

Presente ficará minha emoção calada.

Eternamente presente, a mão vazia empunhando um lápis colorido!

Não desejava voltar ao hospital. Queria, sim, elevar um Pai-nosso pela felicidade de tantos quantos me honraram com suas queridas presenças. Glória ao Senhor!

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