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Campina Grande - PB

Tessituras

18/03/2017 às 20:02

Fonte: Da Redação

Por Elizabeth Marinheiro (*)

As mensagens que recebo do Prof. Dr. José Fernandes, através do face, lembram-me minhas atividades junto à Universidade Federal de Goiânia.

Foi por aquela época que me apaixonei por MANOEL DE BARROS, poeta, até então, desconhecido. Após participar de uma banca examinadora (tese de Doutorado, salvo equivoco) adquiri, de pronto, sua obra “Menino do Mato”. Na sequência fiz uma leitura de outras obras: O Guardador de Àguas; Escritos em verbal de ave; Livro sobre nada; Exercícios de ser criança etc.

A vasta e preciosa obra do Manoel – hoje estudada internacionalmente – inventa palavras que são mais que simples “neologismos”. O autor buscou o inusitado, o estranhamento das “palavras novas”, como ele próprio afirmou.

Tem-se uma Poética ancorada na Lírica, onde a Natureza e a Infância são temas recorrentes. “Menino do Mato, a exemplo, é um hino à criança, tecido em versos curtos e aparentemente simples;

A maneira de dar canto às palavras o menino aprendeu com os passarinhos(in Menino do Mato, p. 57).

Tal “menino” é imagem inexplicável. É o pássaro. É o rio, a chuva, a pedra. Talvez os tempos da Origem.

Querido amigo José Fernandes: esta escrita não é Ensaio: é apenas minha “ignorãça” querendo aprender com você. E com o insuperável Manoel de Barros!

REMEMBRANDO.

Dias sete e nove de março! Tão próximos quanto próxima a vivência pai e filha.

Muito jovem já atuava como Secretária do papai. Seus dedos grandes e bonitos não se cansavam em bater, na antiga máquina datilográfica, os textos que ele ditava. Rara eloquência!

Cresceu, namorou “escondido” em virtude das rivalidades políticas do então e me deixava “vigilante…” Quando o papai chamasse “YARINHA”, eu daria o “sinal” e ela, correndo, subia as escadarias da casa para atendê-lo com amor.

Casou-se. Exemplo de filha, Irmã, de esposa e de excelente prima. Se o Estadista Argemiro de Figueiredo veio ao mundo num nove de março o sete conota a união entre ambos.

Neste sete recente Yara foi surpreendida com uma celebração capitaneada por seu filho Guilherme e sua nora Liliane. Ali, apenas a família: Lili/Gui; Veruska, Verônica e filhos; Paulo Germano na metáfora das flores; Yone e Márcia transmitindo saudade por telefones. Tudo muito verdadeiro.

Luzes. Flores. As velinhas. O Bolo/Niver. A mesa grande. E a alegria. Componentes da visível emoção invadindo o coração da prima Yara Ramos de Figueiredo Almeida.

Parabéns, YARA. Deus a abençoe!

“FAÇA DO LIVRO O SEU MELHOR AMIGO.”

No próximo da 25(sábado) a Família Pedrosa estará lançando na FIEP a obra “José Pedrosa, O livreiro – O Homem que amava os livros”.

Certa vez, por solicitação da querida amiga Marizinha Pedrosa, publiquei “PEDROSA, ATEMPORAL”.

E esta atemporalidade está comprovada por depoimentos de Jorge Amado, Ariano Suassuna, Gilberto Freire e outros. Assim se expressou Ariano:

“É realmente animador ver uma cidade como Campina – que conheci em infância praticamente desligada do movimento literário – atualizada desta maneira, através de Pedrosa. Um livreiro muito pode fazer e a ação desta livraria – ação em profundidade – vai ser cada vez mais benéfica”.

MENSAGEM.

Aos familiares dos Médicos JOSÉ PEREIRA e FRANCISCO DINIZ, meus profundos sentimentos.

E ao meu leitor, todo meu carinho.

(*) Ensaísta

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