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Campina Grande - PB

Tessituras

05/03/2017 às 12:48

Fonte: Da Redação

Por Elizabeth Marinheiro (*)

Fui uma foliona inveterada. Brinquei carnavais à beça. Fundei blocos, integrei outros. Campina, João Pessoa (com lindas fantasias criadas pela saudosa amiga NÍDIA MOURA), Recife, Salvador e Rio de Janeiro foram palcos de meus maravilhosos momentos, tanto solteira, quanto casada.

Atualmente continuo, de longe, festejando “Momo”, no silêncio desta Guabiraba, estou a limpar gavetas, rasgar papéis, lavar pratos, diminuir roupas etc etc etc.

Como sempre fui à Missa na Capela “João Moura”, no sábado carnavalesco. Tive o prazer de reencontrar a amiga, Professora Salete Matias. Informou-me ela que na segunda-feira haveria um Encontro Literário no Colégio Estadual da Prata.

Não hesitei. Tomei um taxi e cheguei às tradicionais escadarias do “Gigantão”. Quantas vezes subi aquelas escadas!

A emoção não falhou. Dali, fui aluna fundadora do Curso Clássico, juntamente com os colegas e as colegas Célia Téjo, Glauce Barros, Lindalva Barros, Amadeu, Ronaldo Cunha Lima e Ademar Martins. Turma pequena, mas unida e amiga. Tempo bom!

Ao ingressar na sala do Encontro ainda assisti ao final da palestra do Prof. Dr. Helder Pinheiro, em torno de Cecília Meireles. Muito aplaudido o Helder. Não podia fugir ao monólogo da memória, trazendo a magistral interpretação de minha ex-aluna AURÍGENA MACIEL:

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

 

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas, e firas e mortas,

eu não tinha este coração

que nem se mostra.

 

Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil.\

– Em que espelho ficou perdida

a minha face?” CECILIA MEIRELES (in Antologia Poética, p. 35).

Quantas de nós estaremos olhando este espelho?

Na sequência, ouvi atentamente a palavra persuasiva de LAU SIQUEIRA. Com incrível simplicidade, explicou os originais Projetos de Leitura que está desenvolvendo, acerca da urgente necessidade do Livro, em vários municípios paraibanos. Resultados? Positivos.

Diante dele, me foi possível pensar em escritas que mostrem as diferenças entre Professor e Educador. Lau Siqueira é mais Educador. Ouvido, respeitosamente, pela sala lotada, soube responder com elegância, todas as indagações. E por ele fui presenteada com a obra “Livro Arbítrio”, de sua autoria.

Enalteceu a eficiência de suas equipes, particularmente a ação da Professora Yolanda Silva, nesta cidade. Jovem, talentosa e otimista, Yolanda olha para o futuro.

Quando alguém chamou Lau de secretário, tomei um susto. Ignorava que se tratava do Secretário de Cultura da Paraíba.

LAU SIQUEIRA: uma Autoridade que dispensa holofotes…

Ao aparte que me foi concedido, congratulei-me com os Coordenadores do evento (pura juventude) e noticiei a existência do Clube PENSAMENTO/ESTUDO/NACIONALIDADE – I Seccional PEN da Paraíba, convidando toda a assembleia para a reabertura de suas atividades externas, próximo dia vinte-e-sete, às 17h, na FIEP.

Entre os presentes estavam Ninfa, Bruno Gaudêncio e Salete Matias, os quais receberam meu abraço.

PARABÉNS para tantos quantos organizaram e participaram do importante Encontro.

BOAS LEITURAS.

Sempre atendendo a algumas solicitações, eis ótimos títulos:

De Fábio Galvão Dantas: A DAMA DA LUZ. Com excelente prefácio de Saulo Queiroz.

De Roberto Drummond: ONTEM À NOITE ERA 6a FEIRA. Um romance que dispensa prefácios.

De Nélida Piñon: CORAÇÃO ANDARILHO. Memórias de quem tem “o privilégio de inventar sem sofrer sanções morais”.

De Máximo Górki: TRÊS RUSSOS. Maravilhosas estórias sobre a “vida” de Tolstói, Tchékhov e Andrêiev.

ABRAÇOS

Quero abraçar as amigas e os amigos no próximo dia vinte-e-sete, na FIEP. Grande, minha saudade.

(*) Ensaísta

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