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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 25 de fevereiro de 2017.

 

*Por: Elizabeth Marinheiro

Retorno do Rio com lembranças boas e más.

Foram momentos lindos com Lizanka e Tulenka.

Assistir ao filme “Elis”. Um happy-hour na Colombo do Forte de Copacabana. Maravilhoso o show de Ney Matogrosso.

Excelente o concerto em torno da BOSSA NOVA e outros momentos significativos.

Encontro Campina resgatando os carnavais de rua, já que não se tem os mestres CÉSAR RIBEIRO e RUI SILVA (Campinense Clube que fizeram contigo???) Recordo também a (re) criação do bloco Zé Pereira, durante aniversário do Dr. Humberto Almeida em sua Granja. Ótimo! Lá foi feita a Ata de Fundação, onde os ilustres nomes do casal Ida/Humberto Almeida, Marta/Ermirio Leite e vários convidados lavraram a ata. Por sinal tenho a cópia original da Ata em meus arquivos.

João e eu desfilamos no “ZÉ” algumas vezes. Posteriormente, o bloco tomou rumos diferentes e a idéia original não foi divulgada. Muita gente pretende ser “inventor da roda”, sem dúvida…

Daqui, desta Guabiraba serrana, escuto: “Tanto riso/ tanta alegria/ mais de mil palhços no salão”… Batom na camisa? Não sei. Sei que os ossos, nos enta, não suportam dançar o frevo.

Não cometo a desinformação orientada, nem tenho audição seletiva. Mas, não quero viajar demais. Curtir o agora, seja branco, seja escuro.

Hoje não quero memórias

memórias são teimosas.

Hoje o amor busca um feriadão bolsos comerciais vázios…

Funda o trem da minha vida

Ilumina a mina escura”

Hoje não me vejo

às vezes é tardio o olhar.

Hoje penso Ipanema/Copacabana

golpe de vozes inúteis.

“Bandeira branca, eu peço paz”

cantam as bandinhas da zona sul.

Hoje acordei sonhando a mesma coisa

no painel Mário de Andrade e Leminski.

Hoje não quero memórias e quero

o tempo passa a saudade surda.

Hoje meu coração é um roman à clé

e o rio vai fluindo, fluindo, carregando Santo da novela

e o imbatível Ministro Teori Zavaski…

Hoje quero silêncio

silêncio meu

Leio Clarice

sou quem sou não sendo…

Clarice diz que aparências desenganam e eu driblo meu dialeto

eu driblo meu dialeto

Sabes? Ao invés do patrulhamento vou

buscar a tesão do agora

Não olho para trás

porque os agoras não espantam!

Lá estão os tropeiros da Borborema “é pau, é pedra, são as águas de março”

molhando nossos imaginários.

Campina. Campina Grande!

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Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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