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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 23 de outubro de 2016 às 19:39

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Por Elizabeth F. A. Marinheiro

        Na sala verde, Mércia Gouveia emitiu sérias considerações.

        Mercês Pinheiro atuou como brilhante voluntária.

        Gustavo Mayer Ramalho surpreendeu a todos por seu conhecimento e decisivas sugestões.

        Lula Cabral fez um eficiente retrospecto.

        Estelita Cardoso demonstrou que “47 anos juntos” não é brincadeira para ninar.

        Joseane Medeiros, otimismo consagrado, revelou que nunca é tarde para o recomeçar.

        Arly Arnaud, maravilha que será anunciada oportunamente.

        Guia Mariano emocionou com suas palavras concisas e pertinentes.

        Vinicius Leão não “rugiu” porque seu verbo remeteu à voz sensata do magistério com vocação.

        E Dr. Manuelito? Além de atuar como Presidente da Mesa, costurou a reunião com rara sabedoria.

        Da “Comissão de Transição” não sei onde andará…

        Graças a DEUS a reunião culminou com a próxima eleição para a nova Diretoria da FACMA resistente. No próximo dia 05(cinco) de novembro, na sede da Instituição.

        Às 15 horas com todos os Sócios.

        Às 15:30 horas com metade dos Sócios.

        Às 16:00 horas com qualquer número de presenças (presenças que terão direito à VOZ e VOTO).

        Em seguida, Posse, Chá e uma inédita programação artístico-cultural. Glória ao Senhor!

        PEN.

        Esperamos que todos os segmentos campinenses prestigiem o encerramento das atividades públicas/2016, no próximo dia 31 (segunda-feira), às 17h, na FIEP.

        Teremos uma ótima programação (com curta duração) coordenada pela Profa. Arly Lili Arnaud. Da pauta, constam:

  • Abertura com a Dra. Célia Téjo, em dança de quatro ritmos.
  • “Poema” com Isabelle Moreira
  • Saudação aos Homenageados pelo Escritor José Mário Silva Branco
  • Outorga da COMENDA PAX aos Homenageados
  • Alguns números artísticos coordenados por Lili Arnaud.
  • Momento Carnavalesco

Como de costume, solicitamos que cada AMIGO leve outro Amigo e um pratinho, já que a i SECCIONAL PEN DA PARAÍBA não conta com apoio financeiro dos poderes públicos.

Antecipadamente, agradecemos as indispensáveis e honrosas presenças.

SAUDADE.

        Apresento à querida família Loureiro meus sinceros sentimentos pela Páscoa da Professora SOCORRO LOUREIRO.

        A Igreja São Sebastião – frequentada por Socorro – tornou-se um templo de saudade e emoção.

        Entretanto, sua irmã, Profa. Ms. Hilma Loureiro, recebia os cumprimentos com a e a Esperança que lhe norteiam a existência.

        Só para a ternura de Hilma, dedico estes fragmentos:

Por isso aqui minh’alma te abençoa:
Tu foste a voz compadecida e boa
Que no meu desalento me susteve.

Por isso eu te amo e, na miséria minha,
Suplico aos céus que a mão de Deus te leve
E te faça feliz, minha irmãzinha…
MANUEL

BANDEIRA. (in A MINHA IRMÃ, Poesia Completa, p. 139)

        POÉTICA.

        As teorias do carnaval são inúmeras: vão desde o carnaval de rua até a Epistemologia carnavalesca. Desde Dionísius, essa festa orgiástica acolhe muitas correntes Críticas, mostrando o homem desforrando-se das suas opressões.

        Apuleio, Petrônio, Boccacco, Rabelais, Dostoievsky etc. são exemplos que negam o monologismo e tonificam a polifonia. Todos sabemos que polifonia (ou dialogismo) é a função de muitas vozes.

        Pois bem: um Pensador que estuda a dialogia com clareza e profundidade é Mikhail Bakhtin. Com ele aprendemos que a sátira menipeia traz o tom cômico-fantástico vindo de Sócrates e Platão. Mas, será com Bakhtin que o estatuto carnavalesco atinge as classes cultas, sem desconhecer sua feição popularesca. É com ele que as situações-limite ingressam na Literatura, a exemplo do “escândalo” em Dostoievsky.

        É com ele que se juntam o sagrado e o profano. O lúdico, a irreverência e, sobretudo a paródia. Com ele, a festa-loucura, o desespero solitário, o riso, a lágrima, as máscaras são patamares do grotesco e do estranho.

        Não esqueçamos, contudo, que, na condição de ópio do povo, não podemos condenar a euforia geral a nos contaminar. Ninguém deixará de cantar “bandeira branca” e “até quarta-feira ingrata”.

        Porque ingrata é a volta para casa, no dia seguinte!

        E, ao meu leitor, as alegrias de uma “seccional” bakhitiniana!

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Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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