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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 18 de setembro de 2016 às 8:27

Por Elizabeth F. A. Marinheiro

Estamos lembrando a todos os segmentos locais e autoridades campinenses que a Reunião da I Seccional PEN da Paraíba será no próximo dia 26 (segunda-feira), às 17h, na FIEP.

            Como já foi amplamente divulgado, esta Seccional não tem fins lucrativos, não recebe recursos dos poderes públicos, não adota convites especiais e sua reuniões são abertas ao público em geral. Do próprio lema, contido no seu Estatuto, depreende-se o alto nível dos conteúdos:

            “A INFORMALIDADE EM BUSCA DO CONHECIMENTO”

            No dia vinte-e-seis, teremos um relevante e necessário temário para Campina Grande. Eí-lo:

  • Comunicação do Escritor Linaldo Fernandes sobre “A CIDADE”;
  • Comunicação da Pesquisadora Cecília Telma de Queiroz em torno da “INTERNET”;
  • Comunicação do Prof. Jamiro Costa Rego acerca da “Água”;
  • Participação artística da famosa IRACY GOUVEIA.
  • Debate-papo;
  • Confraternização.

Considerando-se a indiscutível significação da Temática, a Seccional PEN aguarda a coletividade de Campina, onde estão incluídos ALUNOS, Professores, Leitores, Jornalistas, Políticos, Associações dos Bairros, Sócios, Admiradores, enfim, a respeitável e estimulante população local.

REGISTROS DO ENTUSIASMO.

– A presença da prima querida, Dra. Yone R. de Figueiredo, em nossa urbe.

– O animado chá em casa da prima Yara F. Almeida (em família).

– Os próximos aniversários das amigas Lucie M. Motta, Albanita Guerra e Célia Téjo.

– O apoteótico lançamento do livro “Gente do passado, fatos do presente” da autoria do intelectual Ramalho Leite.

 

SOMOS 01, 02 OU 03?

O Pós-moderno não tem avançado na teoria dos deslocamentos, penso eu. E se assim penso é porque desde “La filosofia y su sombra”, Eugenio Trias fala de uma ambiguidade secreta entre o afirmado e o negado.

Em “O belo e o sinistro”, Trias é enfático; “La duda de que un ser aparentemente animado sea en efecto viviente;  y a la inversa: de que un objeto sin vida este en alguna forma animado”. (1984, p. 34).

Pelas trilhas de Trias, chega-se à ambivalência de quadros que parecem ter vida, figuras de cera, um ser que parece humano mas, não é, e muitas outras imagens que desembarcam no fantástico e em outros gêneros.

Entendo o fantástico como guardião do “mise em abyme”, das metamorfoses, dos desdobramentos, das ilusões e das teorias do Outro. Ao revisitarmos Borges (“O livro de areia”); Moacyr Scliar (“O centauro no jardim”); Oscar Wilde (“O retrato de Dorian Gray”); Robério Maracajá (“Cerca de varas”); Rubião (“Convidado”); Chico Buarque (“Budapeste”) percebo que, partir de Plauto, as transições de Narciso não são um “dejá vu” e sim um labirinto urdido “Entre o uno e o diverso”(Guillén).

Nas mascaras da ficção e nos “Espelhos” de Umberto Eco pode-se concordar com Trias quando diz que o centro pode ser modificado, mas, em nenhum caso, deixará de existir.

E quando lembro “Identidade” (in Machado, “Reliquias da Casa Velha”) contamino-me: sou 01, 02 ou 03?

Talvez tenha que estudar Pirandello, a fim de descobrir se sou “Um, nenhum e cem mil”…

FESTIVAL DE INVERNO.

Nem sempre me é possível escrever sobre os fatos  em tempo devido. Assumo-me retardatária da escrita.

Porém, nunca é tarde para uma homenagem em VIDA!

Rendo minhas homenagens a Eneida pela realização do 41º Festival de Inverno de Campina Grande, ao qual não compareci por motivos de saúde.

Entretanto, Eneida teve a gentileza de enviar-me o luxuoso programa do evento. Encantei-me! Peças teatrais de alto nível; excelentes apresentações de rua; famosos grupos de ballet; escolas, cursos e oficinas, abrangendo a arte plural e os ótimos patrocínios.

Eis a existência vivida para alegria e felicidade do povo. Mas, Eneida, discordo de você: os festivais campinenses não integram a “Cultura da Escassez”, o que não penaliza seu idealismo.

Parabéns, “guerreira da cultura”. Deus a abençoe!

POÉTICA.

O Brasil chora a partida de Domingos Montagner.

Eu choro também! E o comparo a este fragmento:

“Os rios, de tudo o que existe vivo,

vivem a vida mais definida e clara;

para os rios, viver vale se definir

e definir viver com a língua da água.

O rio o corre; e assim viver para o rio

vale não só ser corrido pelo tempo:

o rio corre; e pois que com sua água,

viver vale suicidar-se, todo o tempo.” JOÃO CABRAL DE MELO NETO. (in “Poesias Completas, p. 28”).

            DOMINGOS: sertão escuro! Corrida torrencial! Severinamente glória! O “santo” viverá para sempre!

 

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

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