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Campina Grande - PB

Tessituras

03/09/2016 às 13:35

Fonte: Da Redação

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* Elizabeth Marinheiro

Canção de setembro! Canção permeada de índices contraditórios. Há os escuros e os claros. Desencanto ou desalento? Cambiantes atmosferas. Ora uma lágrima diáfana; ora um riso penumbra.

Nas ondas da praia veleja um barco de sonhos. Quero que ele volte… Rosas perfumam um anjo. O anjo parece anular tristezas e tonificar as esperanças. O verde é mais forte que o negro.

Se agosto foi tempo para torturosas elegias, setembro anuncia que “melhor que o louro é a rosa; ainda mais quando juntas teu verso à flor que estás mandando.”

Inspiro-me. Vou ao jardim com Czar e encontro florinhas vermelhas que me segredam vários segredos… Segredos não se contam. Como as rosas, o segredo poderá ser uma mandala ou um coração.

O barco não atraca. Porém as rosas me conduzem a uma viagem de busca e purificação.

Estou com você, sussurra-me uma estrela!

PEN.

A reabertura pública do calendário/2º Semestre/2016, programada pelo presidente em exercício, José Mario Silva Branco, alcançou êxito absoluto. Sob a presidência da Prof. Ms. Hilma Loureiro, a reunião decorreu animada pelo entusiasmo dos presentes.

Auditório quase lotado e com presenças qualificadas. As atenções da Equipe/FIEP – Gestão Buega Gadelha. Docinhos e salgadinhos doados pela generosidade campinense.

A I Seccional PEN da Paraíba jamais incorreu em propagandas enganosas, ou seja, a ausência da virtuose anunciada não deve ser atribuida a nossa Seccional.

Entretanto, a reunião de reabertura foi excelente. A poetisa Aparecida Pinto apresentou um recital poético de ótimo nível.

O escritor Adriano Lima, presidente da II Seccional PEN da Paraíba (sediada em Areia – PB), lançou importante obra em torno do Arcebispo paraibano, “D. Marcelo Carvalheira”.

Capítulos consistentes urdem essa obra que irá mostrar, aos amantes da LEITURA, aspectos sublimes e torturados de sua vida, a exemplo da prisão pela Ditadura militar.

Um dos pontos altos da sessão foi a conferência do Prof. Dr. Vanderlan Francisco da Silva sobre “Violência Urbana”. Doutorado no assunto, em Paris/França, Vanderlan abordou o tema com indiscutível conhecimento, clareza, concisão e simplicidade. As pertinentes citações iluminaram seu texto.

Profundas as considerações acerca do Amor em “O Banquete de Platão: o amor-mistério; o amor mediador; o amor-bem, enfim, a essência filosófica do amor.

E como se não bastasse, Vanderlan traz à cena “Fragmentos de um discurso amoroso do Pensador francês Roland Barthes. Como fui aluna desse imenso e polifônico mestre, relembro o “abraço” que dele recebi e o momento em que afirma:

“Não conseguindo atribuir um nome à especialidade do seu desejo pelo ser amado, o sujeito apaixonado decide-se por esta palavra um pouco tola: adorável!”

Nada de tolice… Vanderlan, eu e outros consideramos você, Monsieur Barthes, adorável, amoroso e multíplo.

ELOGIOS.

O elogio também integra o discurso amoroso.

Muito elogiadas as intervenções das Doutoras Célia Téjo, Fátima Coutinho, Divanira Arcovernde, bem como das Professoras Nevinha Villarim e Zélia Vasconcelos.

SILÊNCIO.

Nem mesmo os conceitos de violência de Vanderlan eliminaram aquelas “conversinhas” que impedem a reflexão de quem, realmente, busca o Conhecimento, objetivo maior da I Seccional PEN da Paraíba. Tal comportamento enquadra-se na violência social.

ABRAÇOS

Muito fortes para José Mário, Mª Ângela Galdino, Mãe Alzirinha, cuja atuação foi muito aplaudida, João Dantas, Jaci Cruz Lira, Maria Rita Vital, Giovanna/Arquimedes, João Avelino, Célia Farias, João Hortênsio, Josemir Brayner e Emília Honório de Melo. Ao meu leitor, meus sinceros abreijos.

* Professora-doutora, ensaísta, acadêmica e escritora campinense

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