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TESSITURAS

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 27 de agosto de 2016 às 16:27

Foto: Ascom

Segunda-feira, 29, teremos a reabertura da I Seccional PEN da Paraíba, com início da programação pública,  referente ao II semestre/2016.

Dada a importância dos temas, esperamos o honroso e indispensável apoio de todos os segmentos campinenses, até porque não se tem condições de convites impressos, pois o Clube Pensamento/Estudo/Nacionalidade ainda não mereceu a atenção do poder público. Daí, o uso do face, telefones e do “boca a boca”.

Da pauta constam:

– Participação da Virtuose Estela Pimentel.

Comunicação do Prof. Dr. Vanderlan Francisco Silva

– Lançamento do livro “Dr. Marcelo Carvalheira” do escritor Adriano Lima, títular da II Seccional PEN da Paraíba, sediada em Areia – PB.

– Confraternização

Esperamos, confiantes, as presenças de Amigos, Amigas, Sócios (as) e da Força Tarefa.

 

HILDA, SEMPRE!

Por motivos de saúde, não me foi possível comparecer ao Festival de Inverno, mas Eneida me falou da beleza dos poemas de HILDA HILST.

Conheci Hilda em São Paulo. Uma personalidade encantadora.

A princípio sua obra não alcançou os patamares acadêmicos porque considerada “díficil”. (Aliás, quando se quer “queimar” um autor, costuma-se dizer “ele é muito difícil”…)

Cultora da poesia, da ficção e da dramaturgia, gosto de reler duas obras dessa paulista incomum: “A trajetória poética do ser e “Roteiro do silêncio”.

Em ambas as obras persistem algumas recorrências a exemplo do que pinço em “Roteiro do Silêncio”. O olhar para for a e o olhar para dentro de mesma. As interrogações constantes em torno da condição humana e a permanente busca da mulher por seu espaço no mundo. A luta com a palavra sempre renovada.

O eu poético tanto se volta liricamente para os longes, como se interroga por dentro e se assume. Para ela “O não dizer é o que inflama”. Confessional, iluminada ou opaca, Hilda sente a “boca sem movimento”, porém na transfiguração poética tonifica as confidências:

Em vão a língua se move

Trazendo à tona o segredo.

Difícil é escutar-se

E ao mesmo tempo escutar

Rigores que vêm da terra

Lirismos que vêm do mar

Infensa aos “Rigores que vêm da terra”, Hilda não escondeu o desejo de ser esposa e a paixão por ser a Outra…

Oscilando entre o profano/sagrado, entre morte/vida a autora de “A trajetória poética do ser”, impulsionou as metamorfoses da época e acolheu a essência filosófica. A epígrafe de Jorge de Lima (“Nunca fui senão uma coisa híbrida”) denuncia a ambiguidade de quem se liberta dos preconceitos e, ao mesmo tempo, se lamenta peo que deixou de ser…

Comparada a Fernando Pessoa e a Camões, atualmente Hilda Hilst já não é escritura “tão difícil”…

 

DESTAQUES

  • Aniversariando hoje a dourada Suzie Ramos Téjo. Felicidades!
  • Muito elogiado o níver do Dr. Rafael Holanda.
  • Mais que justas as homenagens prestadas pela Câmara Municipal ao ilustre campinense JOSÉ CARLOS DA SILVA JÚNIOR. Como cidadão, um Emblema. Como Empresário, um Herói.
  • O sucesso do Festival de Inverno será narrado oportunamente.

 

ABRAÇOS

Muito fortes para Yete Cruz, Gerusa Soares, Mário César, Tatiana Medeiros, Mercês/Felipe, Carmen/Moura Noujaim, Jaílson Bedor, Jacy Cruz Lira, Núbia (BB/Estilo), Solange Braga, Eduardo Amorim, Carla Sousa.

E o mais sublime para a mana Thermutis Figueiredo Agra aniversariante de agosto (21 de 2016). Ao meu leitor, todo meu amor.

*Elizabeth Marinheiro

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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