Fechar

logo
logo

Fechar

“Tecnologia em 2022”

Alexandre Moura. Publicado em 3 de dezembro de 2021 às 9:08

Estamos no último mês de 2021 e é chegada a hora de “apresentar algumas previsões, sobre as tendências da tecnologia para o ano que vem”. A Gartner Inc (www.gartner.com) empresa americana, especializada em consultoria, conferências e pesquisas sobre o mercado de tecnologia, com sede na cidade de Stamford, estado de Connecticut, Estados Unidos, divulgou uma lista criada por seus Analistas, de “Tendências Tecnológicas para 2022”.

Apresento a seguir, de forma resumida, dez delas que considerei mais relevantes. A lista não está em ordem de importância.

Tendência Um: “Malha de Dados”

O uso de “Malha de Dados” (ou como é denominado tecnicamente em inglês: Data Fabric) que nada mais é que um conjunto de serviços que permite a interconexão de informações (dados) em todos os níveis – entre clientes, usuários e prestadores de serviços – terá grande impulso ao longo de 2022, fornecendo uma integração flexível de fontes de dados de plataformas (de aplicativos, por exemplo) e usuários de negócios, disponibilizando dados em todos os lugares necessários (independentemente de onde eles estejam guardados).

A Malha de Dados vai usar análises para “aprender e recomendar” ativamente, onde e quais dados devem ser usados ​​e alterados. Isso pode reduzir os esforços de gerenciamento das informações em até 70%, comparando com métodos tradicionais.

Tendência Dois: “Malha de Segurança Cibernética”

Em 2022, haverá um aumento substancial do uso, pelas empresas, da “Malha de Segurança Cibernética”, que é uma arquitetura flexível e “combinável” para integrar serviços de segurança amplamente distribuídos nas várias instalações das empresas.

A malha de segurança cibernética permite que as melhores soluções de segurança autônomas trabalhem juntas, visando melhorar a segurança geral, enquanto aproxima os pontos de controle dos ativos (dados dos clientes e fornecedores, por exemplo), para os quais eles foram projetados para proteger.

No Brasil, com o advento da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, este tipo de ferramenta se torna ainda mais importante.

Tendência Três: “Computação que aprimora a privacidade de dados pessoais”

Em 2022, na mesma linha da “Tendência Dois”, os sistemas de computação que aprimoram a privacidade e protegem o processamento de dados pessoais em “ambientes não confiáveis”, será o alvo dos gestores dos bancos de dados das entidades (empresas, órgãos públicos, etc).

O principal motivo para este foco é à evolução das leis de privacidade e proteção de dados (como a LGPD), bem como às crescentes preocupações dos consumidores com suas informações que estão de posse das empresas, especialmente as de e-commerce (comércio eletrônico), financeiras (bancos) e as operadoras de cartões de credito.

Essa tecnologia aprimora a privacidade dos dados, utilizando uma variedade de técnicas de proteção para permitir que “o valor da informação” seja extraído dos dados armazenados, ao mesmo tempo em que atende aos requisitos de conformidade da legislação em vigor.

Tendência Quatro: “Aplicativos Combináveis”

Os “Aplicativos (Apps) Combináveis” para Smartphones ​​que são desenvolvidos a partir de componentes modulares, centrados nos negócios das empresas e seus parceiros técnicos e comerciais, é outro tipo de solução tecnológica, em rápido crescimento.

Esses Aplicativos, ​​facilitam o uso e a reutilização do código já desenvolvido, acelerando o tempo de colocação no mercado de novas soluções de software diminuindo assim, os investimentos necessários (tanto em tempo quanto em dinheiro).

Essa será (na minha opinião) uma tendência forte para 2022, que as empresas de TI (Tecnologia da Informação) fornecedoras de soluções devem estar atentas.

Tendência Cinco: “Inteligência de Decisão”

A “Inteligência de Decisão” que já vem sendo bastante utilizada hoje em dia e que é uma abordagem prática, para melhorar a tomada de decisão pelos executivos das grandes empresas, vai continuar sendo aprimorada ao longo de 2022.

Para isso, as ferramentas de software disponíveis vão ser bastante melhoradas, visando utilizar cada nova decisão tomada, como um conjunto de processos, usando inteligência de dados e análises para informar, aprender e refinar as decisões futuras.

Também, serão ainda “mais automatizadas” por meio do uso de análises de RA (Realidade Aumentada), “Simulações” e IA (Inteligência Artificial).

Tendência Seis: “Hiperautomação”

A “Hiperautomação” é uma abordagem disciplinada e orientada para os negócios, visando identificar, examinar e automatizar rapidamente, o maior número possível de processos de negócios e de TI da empresa (gestão do banco de dados de clientes, por exemplo).

Permitindo assim, “escalabilidade” (crescimento contínuo), operação remota e interrupção ou modificação, se for o caso, do modelo de negócios sendo utilizado pela empresa. Diminuindo desta forma, os riscos de insucesso do empreendimento.

Tendência Sete: Engenharia de IA

A “Engenharia de IA” automatiza atualizações de dados, modelos e aplicativos, com o objetivo de facilitar o uso de IA nos processos de negócios das empresas.

Essa é uma tendência inexorável, devido à imensa quantidade de informações geradas diariamente – que só tendem a aumentar de forma exponencial, ao longo do próximo ano – principalmente devido ao crescimento do comércio eletrônico e das operações financeiras associadas.

Tendência Oito: “Empresas Distribuídas”

As “Empresas Distribuídas” refletem um modelo de negócios “D1R1” (Digital Primeiro e Remoto Primeiro) visando melhorar as experiências dos colaboradores, “digitalizar” os pontos de contato do consumidor e do fornecedor.

Esse tipo de empresa atende melhor às necessidades dos colaboradores em home office e consumidores remotos, que estão aumentando a demanda por serviços virtuais e locais de “trabalho híbridos”.

Ou seja, reflete claramente, a empresa (e também, os órgãos públicos) do século XXI, particularmente durante este tempo de pandemia.

Tendência Nove: “Experiência Total”

A “Experiência Total” é uma estratégia de negócios que integra a experiência do colaborador, do cliente e a experiência do usuário de um serviço, nos vários pontos de contato da empresa (particularmente, nas “Empresas Distribuídas”, como visto acima), visando acelerar o seu crescimento.

A Experiência Total pode gerar maior confiança, satisfação, lealdade e “defesa” pelos clientes e dos colaboradores, por meio do “gerenciamento holístico” das experiências das partes interessadas.

Tendência Dez: “IA Geradora”

A “IA Geradora” é uma “variação” da tecnologia de IA, que aprende sobre “artefatos” a partir de dados e gera novas criações inovadoras que são semelhantes ao original, mas não o repete.

IA Geradora tem potencial de criar novas formas de conteúdo criativo (como vídeos), e acelerar os ciclos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em campos que vão da medicina ao design de automóveis.

Em 2020, essa tecnologia vai começar a ficar mais comum e, por conseguinte, mais barata, passando a ser utilizada por um maior número de empresas, inclusive as pequenas.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Alexandre Moura
Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube