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“t-commerce”

Alexandre Moura. Publicado em 16 de fevereiro de 2018 às 11:34

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

Com o contínuo avanço tecnológico, uma nova modalidade de comércio começa a ser possível. A novidade é o television commerce (“comércio pela televisão”) ou simplesmente, t-commerce. A ideia é que o consumidor utilize o controle remoto da televisão e compre os produtos que são anunciados nos intervalos dos programas.

Esta é uma variação do comércio eletrônico “tradicional”, e visa “aproveitar o impulso de consumir dos telespectadores ao ver os produtos” e assim, efetuar vendas de imediato.

Como sabemos, as vendas pela TV já existem faz tempo com os canais especializados em demonstrar e vender produtos, a diferença é que no modelo t-commerce a compra será realizada via o controle remoto e sem intermediários, sem necessidade de telefonemas ou visita a um site de vendas na Internet.

Esta nova maneira de comercialização é uma consequência direta, da disseminação da “TV digital”, que possibilita o uso de softwares (programas de computador) que viabilizam este tipo de operação.

A novidade em breve, vai estar disponível no Brasil, tanto na TV aberta quanto na TV por assinatura, gerando uma nova fonte de receita para as redes de TV.

“Drones” para Entregas

Em uma coluna anterior, já comentei sobre os “drones” (veículos aéreos não tripulados) de entrega de encomendas que estão sendo desenvolvidos (e alguns já em testes de campo), a exemplo do projeto da brasileira EMBRAER (em conjunto com o UBER) e o dos chineses (este já sendo testado em regiões remotas da China).

O último lançamento deste setor refere-se ao modelo da Airbus, fabricante europeia de aviões, que segundo a empresa, entrará em testes ainda neste primeiro semestre de 2018.

Denominado de Skyways, o protótipo do sistema será testado “na entrega de pequenos pacotes a estações designadas no campus da UNS – Universidade Nacional de Singapura”.

Todo o processo será automático e sem interferência humana, desde o carregamento (através de robôs) até a entrega.

Segundo os idealizadores, este é o futuro do transporte de cargas, em nível global.

“Dr. Internet”

Uma pesquisa realizada pelo portal “Minha Vida” (www.mimhavida.com.br), um dos maiores sites brasileiros que trata do assunto saúde, concluiu que “nove em cada dez mulheres de classe C, com idade entre 25 e 59 anos, buscam informações de saúde na Internet antes de ir ao médico”.

O relatório, denominado de “Health Report”, mostrou também que blogs sobre saúde, com 53,6% das preferencias, e o Facebook com 46%, “lideram” como fonte de informações primárias para esse universo de pessoas. Sendo os itens mais pesquisados os relacionados à alimentação com 69,3%, aos sintomas com 68,2% e as doenças em si, com 64,9%.

Entretanto e ainda bem, a maioria das mulheres pesquisadas, de forma correta, “não colocam as informações obtidas na Internet acima da opinião médica”, pois para 86% delas nem toda informação disponibilizada na rede é confiável.

Indústria 4.0

Por falar em saúde, às tecnologias e inovações, que estão sendo usada na chamada “Indústria 4.0” (conceito de indústria que engloba as principais inovações tecnológicas na robótica, controle remoto, tecnologia da informação, Internet das Coisas e Internet dos Serviços), também estão impactando a forma de “gerir” os sistemas de saúde e o desenvolvimento de soluções tecnológicas, para este setor, em várias partes do mundo.

Diagnóstico do câncer, por exemplo, “estão sendo abreviados graças dispositivos portáteis de monitoramento de saúde”. Monitoramento a distância de pacientes crônicos (comum hoje em vários países, inclusive no Brasil); “Ambulâncias Inteligentes”, que em breve, serão conectadas a redes de dados 5G e assim, os atendentes poderão acessar dados digitalizados sobre o paciente sendo transportado, conversar em tempo real com o médico e este realizar através de robôs, remotamente, procedimentos sofisticados, mesmo antes de o paciente chegar ao Hospital; e Próteses de olhos robóticos (já sendo pesquisados e desenvolvidos) e algoritmos computacionais sofisticados, “vão permitir que os deficientes visuais voltem ou passem, a enxergar”.

Ficção cientifica? Não! Boa parte do colocado acima tem origem em soluções da Indústria 4.0, já sendo aplicadas nos parques industriais e de serviços, em nível mundial, e agora começam a ser usados na medicina.

(*) Engenheiro Eletrônico

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

falecom@fhc.com.br

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