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Simplesmente Jesus Cristo

José Mário. Publicado em 5 de outubro de 2016 às 8:20

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Por José Mário da Silva (*)

Jesus Cristo é a Pedra angular, Pedra de esquina, fundamento supremo de todo e qualquer edifício que se pretende portador de solidez para a eternidade. É a Rocha eterna onde devemos construir a nossa casa espiritual, pois, assim fazendo, não haverá tempestade ou ventania capaz de derrubá-la. É o Cabeça da igreja, seu Pastor glorioso, Guia incomparável, Mediador único e perfeito, Intercessor contínuo, Sumo Sacerdote que, em tudo semelhante a nós exceto no pecado, é o Deus que se fez carne e habitou entre nós, mostrando-nos a glória do Unigênito do Pai.

É o que pode compadecer-se das nossas fraquezas; e é Aquele por meio de quem podemos achegar-nos ao trono da graça de Deus, nele encontrando socorro para ocasião oportuna, conforme as consoladoras palavras proferidas pelo anônimo e inspirado autor da epístola aos Hebreus. Ele é o Autor Consumador da nossa fé, responsável, juntamente com o Pai e com o Espírito Santo, pelo início, desenvolvimento e consumação definitiva da salvação que Ele mesmo conquistou para nós na cruz do calvário.

Alheio e completamente fora do alcance corrosivo das contingências do tempo, artífice da impermanência de tudo, Ele é o Pai da eternidade, o Princípio e o Fim, em cujas mãos reside todo o poder e o absoluto domínio sobre toda a história. É o Desejado das nações, o único capaz de satisfazer, plenamente, a ânsia de infinito e a sede de eternidade que todos os seres humanos carregam dentro de si; a famosa inquietude interior sobre a qual Agostinho, teólogo da graça, falou nas primorosas páginas das suas clássicas Confissões, autobiografia estética e espiritual de quem encontrou em Cristo Jesus o tudo, sem o qual tudo o mais é nada, um eterno e inútil correr atrás do vento.

Ele é a Luz do mundo, é Aquele em quem estão escondidos e revelados, conforme a magistral sentença do apóstolo Paulo, todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Ele é a genuína paz, não a que se consubstancia num mero estado de espírito tão mutável quanto as ondas do mar, mas a que é a imagem indelével de um coração perdoado e de uma mente purificada, tudo, no final das contas, resultado do que Cristo fez na cruz do calvário. Primeiro, recebemos, por imputação, a justiça do Filho de Deus, depois, como consequência graciosa e inevitável, vem-nos a paz com Deus, corolário glorioso da nossa reconciliação com Aquele que nos criou para o seu louvor e glória, e a quem não cessamos de ultrajar com a feiura do nosso pecado.

Ele é Imagem exata de Deus, a corporificação sublime do Inteiramente Outro, do Deus invisível, mas real, a quem nenhum olho humano é capaz de contemplar, tamanho é fulgor em que Ele arde continuadamente, que o diga o profeta Isaías no relato da sua dramática experiência. Ele é a Rosa de Saron, pródigo em florescer nos desertos mais inóspitos. É a resplandecente Estrela da Manhã, cujo brilho dissipa as trevas e faz da nossa vida uma eterna alvorada, a despeito das noites escuras da alma pelas quais passamos tantas vezes. Somente Ele é, na onipotente autossuficiência que o emblematiza. Ele é Jesus Cristo, Salvador e Senhor das nossas vidas, o Amado da nossa alma.

(*) Docente da UFCG, membro da Academia Paraibana de Letras

 

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José Mário

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