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Serviços públicos essenciais

Arlindo Pereira de Almeida. Publicado em 20 de março de 2019 às 8:35

O recente acidente nas instalações da CAGEPA, em Gravatá, faz-nos voltar os olhos para uma realidade local, quais sejam serviços públicos que afetam a vida da comunidade, e, por via de consequência, a necessidade permanente de uma atitude atenta quanto a bens tão preciosos.

 As instalações   de Gravatá, que abrigam uma estação de tratamento d’água e uma elevatória de grande porte, merecem a melhor das atenções da CAGEPA, por constituírem a ÚNICA forma de abastecimento de água de Campina Grande.  Daí esperar-se qualidade no trabalho, uma manutenção adequada e a modernização das instalações, possibilitando, enfim, a correta prestação do serviço pela concessionária.  Esse raciocínio também se aplica a tarefas assemelhadas, em outros segmentos, como suprimento de energia elétrica, coleta de lixo, drenagem e destinação de água de superfície, etc. de que trataremos mais adiante.

Iniciando pelo ofício da CAGEPA, é de se registrar o bom desempenho da empresa em área naturalmente complexa – trabalha mais abaixo da superfície do que acima – que ocupa competentes profissionais que dividem o seu tempo, quer na operação ou no atendimento às demandas inesperadas, nos acidentes.

Operando há mais de quarenta anos, a estação de tratamento/bombeamento de Gravatá, jamais enfrentou problema tão sério e difícil de ser detectado antecipadamente. A subestação elétrica que alimenta o tratamento de água e o bombeamento através de três adutoras, com 500, 700 e 800 milímetros de diâmetro, tem uma capacidade instalada suficiente para atender à terceira maior cidade da Paraíba – Patos. Nunca tendo ocorrido nenhum precedente semelhante em mais de quatro décadas, demonstra-se desnecessário montar uma estrutura paralela de elevadíssimo custo, como insinuam algumas pessoas que não conhecem bem do riscado. Devem existir equipamentos de reserva, é bem verdade, mas dentro de certos limites técnicos.

Tudo o que foi dito aqui sobre a situação do abastecimento d’água esbarra numa evidência inescapável: pessoas atônitas, à espera do precioso líquido que ainda não chegou. Pouco adianta dizer que 70/80% das pessoas já estão recebendo água, pois a obrigação é de que chegue a 100%. Sem água ninguém vive.

É profundamente desagradável a falta d’água, mas a CAGEPA que tem um crédito de confiança, tomará as medidas indispensáveis no curtíssimo prazo e, com certeza, usará da experiência para melhorar ainda mais seus controles ante perspectivas análogas. Problemas existem, o mais grave deles as perdas na rede de distribuição e zonas de baixa pressão, e isso é uma meta a ser atingida, sobre o que pouco se tem falado.

Já que falamos de serviços públicos essenciais, é importante salientar os serviços de qualidade prestados pela Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em nosso município. Sua estrutura operacional, profissionais qualificados e dedicados, são o retrato mais vivo do acerto da privatização dos antigos serviços prestados no município e, de resto no Estado. A Energisa tem atuado de forma colaborativa elogiável na crise de hoje em nosso abastecimento d’água.

A respeito da coleta de lixo e à varrição em Campina Grande, registre-se o bom trabalho desenvolvido pela Prefeitura. O lixo é retirado no tempo certo, os mais diversos logradouros são objeto da ação dos garis e os principais locais frequentados pelos cidadãos se mostram limpos, galerias pluviais aptas a receber o volume de água trazido pelas chuvas, etc.

Mas para os outros serviços citados, são necessárias não apenas a cobrança pela população, mas de sua estreita colaboração para que as coisas aconteçam com eficiência.  O cidadão nunca deve se esquecer, ou agir, na contramão do convívio civilizado.

Falta água, um cano estourou, reclame. No entanto, aja dentro de princípios de moralidade: não faça ligações clandestinas. Não roube água.

Faltou energia, grite para a Energisa vir resolver, mas se abstenha de usar “gatos” para o suprimento irregular, pois isso é fonte de muitos acidentes, inclusive, mortais. Não roube energia.

É comum ver muitas pessoas sujando as vias públicas com detritos de todo tipo. E não são apenas as pessoas de menor poder aquisitivo: não é raro vermos pessoas usando carros de último tipo, jogando garrafas d’água, embalagens de alimentos e outras coisas mais no meio da rua e em plena luz do dia. Campina Grande acorda limpa e com o decorrer do dia começa a ficar cheia de entulhos. Isso não é tolerável.

Por enquanto, outra incidência, oriunda do jogar lixo nas ruas que, na ocorrência de chuvas é levado pelas águas entupindo as canalizações e criando verdadeiras lagoas que podem ocasionar graves acidentes.

O exercício da cidadania é uma rua de mão dupla: direitos e deveres.

Que cada um faça a sua parte.

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Arlindo Pereira de Almeida

Economista.

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