Fechar

logo
logo

Fechar

Seminário Brasil-Espanha, sobre o Setor Pecuarista

Alexandre Moura. Publicado em 10 de setembro de 2021 às 7:59

No próximo dia 22 de setembro, às 10:30h (horário do Brasil), acontecerá um interessante e importante evento, sobre o “Segmento Pecuarista”, (incluindo a “industrialização de carnes”), particularmente de interesse dos produtores e empresários, da Paraíba.

O Webinar (seminário pela Internet) é organizado pelo CDTI – Centro para El Desarrollo Tecnológico Industrial (www.cdti.es), entidade do governo espanhol e pela FAPESQ – Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (www.fapesq.rpp.br) e pretende reunir empresários e técnicos do Brasil e da Espanha. Segundo os organizadores, o evento visa promover um “diálogo sobre setor de carnes entre a Espanha e o Brasil (Paraíba)”.

O objetivo principal é apresentar as capacidades tecnológicas do segmento e promover a cooperação tecnológica entre entidades espanholas e brasileiras, neste domínio tecnológico da Pecuária. O Webinar – que conta também, com o apoio da BraFIP (www.brafip.org.br) na divulgação – consistirá de duas partes.

A primeira terá uma breve explanação do setor na Espanha e no Estado da Paraíba e as capacidades tecnológicas das empresas espanholas. E na segunda, haverá apresentações das empresas espanholas presentes.

Mais informações e inscrições (gratuitas) no endereço: https://eventos.cdti.es/ES/CTCarnico_ES_BR. Vale a pena participar!

“Computação de Borda”

A empresa americana, INTEL Corp. (www.intel.com) divulgou um documento tratando do assunto “Computação de Borda” (em inglês, Edge Computing). Computação de Borda “é um modelo de computação distribuída que aproxima os aplicativos corporativos das fontes dos dados – como, por exemplo, dispositivos de IoT (Internet das coisas) – onde os dados estão sendo gerados, em vez de processá-los em um local (computador) centralizado para processamento dos dados, como feito da forma tradicional”.

Denominado de “The Edge Outlook”, o estudo da INTEL indica que “a computação de borda é fator crítico que as empresas devem aproveitar para alcançar o sucesso e compreender, os dados gerados hoje e no futuro”.

Para os analistas da empresa americana, “as empresas estão enfrentando atualmente, desafios gigantescos. O uso da tecnologia cresceu exponencialmente durante a pandemia, gerando um volume inédito de dados críticos para os negócios. Esses dados serão fundamentais para a transformação digital de várias empresas, mas muitas ainda enfrentam desafios bem reais na hora de processá-los.”

“Computação de Borda” (II)

Ainda de acordo com o relatório, quatro setores da economia vão necessitar e usar, cada vez mais Computação de Borda (CB): Indústria; Comércio Varejista, Medicina e Telecomunicações.

Alguns exemplos citados no documento: Na Indústria, a CB vai acelerar muito, a coleta e uso dos dados gerados pela robotização baseada em IA (Inteligência Artificial) aumentando assim, a produtividade;

No Comércio Varejista, os dados analisados na borda (ou no “balcão”, para alguns) eliminam a distorção de estoque, deixando as cadeias de suprimentos e o desenvolvimento de novos produtos (com sugestões sendo repassada a indústria) incrivelmente eficientes;

Já na Medicina, a CB transforma os cuidados com os pacientes, aumentando a qualidade de atendimento e eficiência clínica, permitindo o monitoramento frequente de pacientes e a coleta de dados, integração com registros eletrônicos de saúde (tanto dos governos quanto dos hospitais) e análises com base em IA;

E nas Telecomunicações, o uso de CB ajuda as operadoras de telecomunicações na redução de custos e no aumento da eficiência operacional da rede em resposta às crescentes expectativas de nível de serviço, principalmente com o advento da tecnologia 5G.

Vale destacar que um estudo do Gartner Group, “estima que, até 2025, 75% dos dados serão processados fora dos atuais e tradicionais, Centro de Dados e nas Nuvens, hoje utilizados para esse processamento”.

Será uma mudança muito grande.

“Dragões”

Desde 2013, ficamos acostumados, pelo menos quem lida com tecnologia e assuntos correlatos, a ouvir/ler, o termo “unicórnio” para definir Startups que conseguiram ter valor de mercado igual ou superior, a R$ 5 bilhões.

Hoje já são mais de 800 empresas, em nível mundial, mais da metade delas nos Estados Unidos (o Brasil tem 13 na lista), que atingiram esse patamar de “tamanho econômico”.

Como para alguns essa “lista de elite” começa a ser tornar “comum”, tem gente defendendo uma “separação” em um novo grupo ainda mais restrito.

Dan Primack, jornalista americano, está propondo o termo “Dragão”, que para ele são as Startups com valor igual ou superior a R$ 60 bilhões e que, além disso, “são mais inspiradoras e mais fortes que os atuais unicórnios”, sendo “predadoras” pois destroem tudo “que encontram pelo caminho” (daí o nome Dragão), no ecossistema em que vivem (tecnológico e econômico). Assustador!

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Alexandre Moura
Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube