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Rodrigo Melo: Intensifiquemos os sinais vitais da economia

Rodrigo Mello. Publicado em 2 de março de 2021 às 21:41

O ano de 2020 passou, mas sua repercussão permanece. Nunca vivemos, em toda a história da humanidade, uma situação em que fizemos mudanças importantes em nossas rotinas de modo abrupto – em maior ou menor escala. A pandemia causada pela COVID-19 causou mudanças importantes na vida de todos e, obviamente, também acarretou oscilações econômicas e financeiras mundo afora.

O contexto pandêmico ainda está ecoando nesse início de 2021. O ano começa sob o suspense de um mundo que ainda está tentando lidar com tantas mudanças, em meio a esperança de uma vacina e a necessidade de elaborar os muitos lutos de pessoas queridas, que morreram devido a COVID-19. Porém, não obstante ao turbilhão de fortes e angustiantes emoções, tivemos que entender que tão importante quanto salvar vidas, foi –também – salvar a econômica.

Por esta razão, em abril do ano passado, o Ministro da Economia (Paulo Guedes) afirmou ser basilar e necessária a manutenção dos “sinais vitais da economia” nacional. Tal exortação teve como objetivo evitar um colapso na vida dos brasileiros, através de uma forte crise econômica, em decorrência do isolamento social. Mas… O que, em suma, o Ministro quis dizer sobre a importância dos “sinais vitais da economia”? Em última análise, o Dr. Paulo Guedes estava atento e ocupado com a manutenção da capacidade nacional de sustentar um ritmo mínimo de produtividade, que garantisse a vida econômica do país!

Sinais vitais na economia significa produção!!! E, justiça seja feita, não obstante a toda crise provocada pela COVID-19, os resultados da economia nacional em 2020 não foram catastróficos quanto o previsto, destacando-se um aumento de 9% no PIB do agronegócio, em comparação ao ano de 2019 – em um ramo da economia brasileira que alimenta 1/5 da população mundial. Nesse setor econômico o Brasil bateu recorde, alcançando mais de R$ 1 Tri em exportações nas mais variadas esferas do agronegócio, em pleno período de pandemia. A produção foi mantida e a vida econômica, também!

Ademais, é importante considerar que não apenas o setor do agronegócio se manteve produtivo, mas os resultados obtidos nos outros âmbitos da economia apresentam crescimento. O PIB no 3º Trimestre de 2020, que ficou na casa dos 7,7% de aumento – a maior alta no 3º trimestre registrada desde o ano de 1996 – apresentou crescimento em praticamente todos os setores da economia, exceto exportação e importação (que tiveram queda, segundo dados do IBGE). O que significa dizer que a economia do país não colapsou! O povo, as pessoas, os indivíduos mantiveram-se produtivos, apesar da toda crise vivida em 2020.

E qual a relação desses acontecimentos econômicos e a psicologia? TODA! Somente sujeitos psicologicamente saudáveis são capazes de produzir. Todos os profissionais que atuam no âmbito da saúde mental sabem que um dos mais importantes indicadores de enfermidade ou desconforto psicológico é o comprometimento da capacidade psíquica de um sujeito produzir. E não obstante a toda uma narrativa de terror – tecida através do uso dos sofridos acontecimentos por conta da COVID-19 – milhares e milhares de pessoas em todo o país continuaram a produzir!

A coragem – enquanto virtude – venceu a covardia… A vida venceu a morte… A produção suplantou o colapso econômico em 2020. Semelhante a ação da própria COVID-19 no organismo humano – que na maioria das pessoas provoca sintomas leves – a crise econômica em decorrência da recente pandemia atingiu a muitos, mas não foi o suficiente para matar a economia. Os “sinais vitais” foram mantidos… A produtividade foi conservada… As pessoas estão dispostas a agir e a não se submeter ao vírus e a pandemia. E isso é psicologicamente saudável!

Não ocorreu um “Efeito Manada” na maioria das pessoas submetidas, diária e ostensivamente, à narrativa da paralização da economia… A maioria dos brasileiros não caiu em “Viés de Confirmação” de tendências catastróficas, apresentadas por indivíduos que previam (em março de 2020) a morte de três milhões de brasileiros. A “Heurística” do isolamento social – para suposta solução da pandemia – teriam produzido maiores problemas econômicos, caso tivessem sido cumpridas, como alguns tentaram por via governamental. Obviamente que, em que pese o fato de (infeliz e desgraçadamente) até o momento terem morrido 203.580 mortes, essa proporção representa menos de 1% da população brasileira, que está na casa dos 211.000.000 de habitantes.

ACREDITEM: há mais pessoas vivas que mortas por COVID-19 neste país! Por esta razão, a atual e factual conjuntura nacional nos convoca à PRODUÇÃO! Levantemos nossas cabeças… Ouçamos nossos anseios de vida e de ação no mundo… Encorajemo-nos uns aos outros… E façamos o necessário à vida e ao desenvolvimento! Não é momento para ansiedade ou pânico. O mundo, o país e nosso semelhante nos convocam a sermos o que nos destinamos a ser: indivíduos plenos e pujantes! Produzamos o que de melhor consigamos produzir. Façamos o que nossa vocação e nossos sentidos mais elevados nos impulsionam a fazer. Vivamos!

Claro… Sejamos prudentes frente a um vírus perigoso e letal, sobretudo a grupos vulneráveis; mas sejamos corajosos para vivemos, apesar da existência desse agente biológico nocivo. Tenhamos esperança nos meios capazes de debelar a COVID-19 e não nos deixemos ser abatidos pela espiral do terror, que controla a conduta de muitos, nos últimos dias.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Rodrigo Mello

Doutor em psicologia clínica. Com formação em Direitos Humanos, Psicologia Econômica, Educação Financeira e Arquitetura de Escolha, com 15 anos de experiência na psicoterapia, atuando na docência e elaboração de laudos perícias para fins judiciais.

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