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Rodrigo Mello: Família, lugar de riqueza!

Rodrigo Mello. Publicado em 19 de novembro de 2020 às 23:05

“Ninguém enriquece só” foi a última coluna que erigimos neste gentil e acolhedor portal de notícias – características de um espaço rico. E pensando sobre a importância do outro no processo de produção de riqueza, entendo ser interessante abordar acerca do papel da família, como um grupo de pessoas fundamental para o enriquecimento humano e social. Nesse sentido, entendo ser necessário começar a elucidar o que, de verdade significa família – evocando a definição etimológica desta palavra.

O termo “família” tem origem na derivação da palavra latina famulus que significa aquilo que “serve” ou “atende” a algo ou alguém. Assim, uma família é caracterizada por um espaço que presta serviços. De modo que esses atos humanos praticados no sentido de “atender o outro” estão voltados tanto para a esfera privada (quando serve aos seus membros), quanto para a esfera pública (ao atender à formação de indivíduos que constituirão o tecido comunitário e social).

Já pensaram no grande serviço que um bom pai e uma boa mãe presta à sociedade ao educarem bem seus filhos, tornando-os bons cidadãos? E o que pensar de filhos que, ao reconhecerem o grande trabalho realizado por seus pais, agora os retribuem todos os cuidados que lhes foram direcionados na infância – quando nem ainda entendiam que estavam no mundo? Esta é a grande essência da família: a prestação de um grande serviço! Em família aprendemos, colaboramos, contribuímos, investimos, recebemos benefícios – muitos dos quais, dinheiro nenhum do mundo é capaz de alcançar tal valor.

Quem nunca ouviu frases do tipo: “Eu daria tudo que tenho para ter meu filho, meu pai ou minha mãe de volta”, ou mesmo “Pagaria qualquer preço para viver novamente o que vivi com meus pais ou meus filhos”? Quando temos uma família, muitas vezes, somos profundamente ricos e não nos damos conta.

E nesse sentido, é necessário afirmar que a riqueza de uma família tem origem quando duas pessoas decidem investir em uma vida em comum. Quando, lado a lado, o casal olha na mesma direção apoiados em um tripé de valores, a saber: 1) na convivência; 2) na cooperação; e 3) na perpetuação daquela família, através dos filhos – os maiores ativos de riqueza de uma família.

Já pensou no prejuízo de uma vida marcada por uma má convivência? Ou mesmo conviver com alguém que não coopera com uma vida a dois, ou a três, a quatro ou a cinco – dependendo do número de filhos de uma família? Assim como em uma situação na qual um dos conjugues deseja ser pai ou mãe (está disposto a ter um filho) e não pode contar com a colaboração do companheiro, ou da companheira? Estas são situações nas quais um projeto de família está fadado à falência. De modo que, para a realização de um plano de família é fundamental a produção de convivência, na qual todos cooperam juntos e visam à ampliação desse empreendimento.

Nesse contexto, onde todos trabalham no sentido de servir um ao outro, o sentimento de produtividade e enriquecimento entre e para todos é geral – principalmente, depois que o sujeito alcança a maturidade. Se observarmos bem, quando nos referimos à chamada “economia doméstica”, é importante ressaltar que: 1) não devemos pensar somente no sentido financeiro, mas de produtividade; e 2) que o serviço prestado por esse grupo primeiro de relações humanas na família, é a mola precípua da micro e da macroeconomia – dada a importância que esse núcleo humano tem na produção de uma civilização.

Uma família bem estruturada parte do princípio de que ela presta um grande serviço aos seus membros, à comunidade, à sociedade e à civilização em que está inserida. Seus membros sabem que sua economia primeira está na produção de elevados valores emocionais para o consumo interno e que, também, podem disponibilizar excedentes desses valores para outros indivíduos e famílias ao seu derredor. De sorte que a riqueza dos indivíduos nasce no seio de suas famílias, sob a proteção de Laris – divindade romana protetora das casas, domicílios e lareiras (onde se aquecem os corpos em períodos de frio – pois, em um lar existe o calor de emoções que cuidam e aparam).

Todos nós sabemos que uma economia só é capaz de se desenvolver em condições de segurança e amparada por contextos que garantem a excelência de produtividade. Por esta razão, pensei em tratar sobre este tema na presente coluna, pois – além de não enriquecermos sós – temos na família o primeiro espaço economicamente disposto a produzir riqueza para todos: inicialmente para o casal e, posteriormente, para todos os que surgirem dessa união de amor e prosperidade. A riqueza da humanidade começa no interior de suas famílias, e que tenhamos sempre pão, união e prosperidade em nossas mesas.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Rodrigo Mello

Doutor em psicologia clínica. Com formação em Direitos Humanos, Psicologia Econômica, Educação Financeira e Arquitetura de Escolha, com 15 anos de experiência na psicoterapia, atuando na docência e elaboração de laudos perícias para fins judiciais.

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