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Roberto Hugo: Percalços do torcedor

Roberto Hugo. Publicado em 6 de fevereiro de 2020 às 12:46

Paraíba Online • Roberto Hugo: Percalços do torcedor

O futebol é o esporte que pulsa mais forte no coração da maioria dos brasileiros.  Cada torcedor tem seu time preferido, e quase todos acenam por outro, desde que seja fora  do estado em que moram. As cores dos times não são levadas em conta ao pé da letra. Conheço torcedores do Botafogo do Rio e do Campinense. Alvinegros e rubro-negros. Misturaram as tintas, sem  “desbotar” as emoções. 

Na labuta diária o futebol está na pauta nos momentos de descontração.  E até em tomadas de decisões no cotidiano. Certa vez um médico com agenda lotada pra três meses,  abriu exceção a um paciente que portava uma camisa do seu clube do coração para presenteá-lo.

Tenho amigos médicos que atendem sem qualquer custo aos jogadores do seu clube aqui em Campina Grande. Tanto no Treze  quanto no Campinense. No caixa não entra dividendos. Mas no coração sobra emoção. Meu amigo Eduardo da Korpus, por exemplo,  coloca sua academia – a mais top da cidade – à disposição do Campinense há décadas. Tudo 0800. Tudo boca livre como diria o radialista JCC.

Mas o que esse  torcedor recebe em troca?  A verdade é que esse coração dividido entre a esperança  e a razão está repleto de desgosto, decepção e indignação. As alegrias são feito “nuvem passageira que com o vento se vai”.  Via de regra seu clube é garfado por arbitragens tendenciosas. Os dirigentes envoltos em operações pouco republicanas. Já a  CBF contribui com um calendário inviável e mesquinho, e a Federação via de regra gere com ineficiência e atropela interesses comuns.  

Em nosso estado estamos vendo a ascensão do Botafogo. Fruto de um trabalho bem executado pelos seus dirigentes,  embora alguns se encontrem marcados por denuncias comprovadas de manipulação de resultados de jogos. Já o tão decantado suporte financeiro  tricolor, veio principalmente de uma “gestão” do governo do estado, que viabilizou patrocínios de fornecedores com o tal beneficio casado, o  que também é uma irregularidade. Mas foi assim no passado com Campinense e Treze. Como diria o poeta, é o futuro repetindo o passado. Só que essa   metamorfose praiana está com os dias contados. Não se surpreendam. Como diria o saudoso Humberto de Campos, aguardem cartas.

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