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Roberto Cavalcanti: Valor

Roberto Cavalcanti. Publicado em 26 de dezembro de 2019 às 18:40

“Vale Quanto Pesa”, propagava um comercial dos meus tempos de juventude (anos 50) para um determinado sabonete. O tempo passa e eis que me encontro no centro do confronto entre os diversos canais de mídia. Muita polêmica, muita especulação, sempre que há novidades em qualquer segmento.

A mídia tradicional estaria sendo atropelada pelas mídias sociais? Ou, na verdade verdadeira, elas se complementam?

Nos últimos dias, assisti a coisas inacreditáveis no seio da política paraibana. Eram tantas as notícias, tantas versões e especulações que não se sabia onde estava a verdade.

Recebi vários testemunhos de que os paraibanos tinham apenas um caminho para saber se eram falsas ou verdadeiras determinadas notícias. Sintonizar as programações e matérias veiculadas pelo Sistema CORREIO de Comunicação foi o caminho.

Foram batidos todos os recordes de audiência. Nosso sistema digital de propagar notícias via internet, dimensionado para a normalidade, caía a cada instante por sobrecarga de usuários. Algo imensurável estava acontecendo.

Apenas uma coisa pode justificar tamanha audiência: a credibilidade. Ficou constatado que, na dúvida, busca-se uma rede de comunicação que inspire confiança. As redes sociais, por alguns excessos praticados, por não divulgar apenas verdades no afã de primeiro informar, vêm perdendo a confiança da população.

Nunca ficou tão constatado o peso, o valor da credibilidade das notícias.

Nos testemunhos que pude receber, espontaneamente, estava evidenciado que nossos programas, jornal e portal, por suas posturas de equilíbrio e total isenção, foram os aferidores das verdades. Na dúvida, “vamos ouvir o que Nilvan está dizendo”, disse-me um amigo. Quer aferir se o fato realmente existiu, “vamos assistir Samuka”, falou um outro. Quer ter certeza dos fatos, “assista Linda no Jornal da Correio”. Deseja uma boa análise, “não percam Hermes Luna”.

Pincei apenas esses quatro nomes como símbolos, porém, toda a nossa programação produzida e divulgada por um ótimo exército de comunicadores, repórteres, editores, fotógrafos, câmeras, produtores fizeram a diferença.

Parte da política paraibana sai destruída com a evidência e gravidade dos fatos, sai o Sistema CORREIO fortalecido pelo equilíbrio e autenticidade.

Sempre defendi que temos que monitorar a miúdo as evoluções das comunicações, porém, tive sempre a convicção de que ninguém estava melhor preparado para migrar para novas plataformas de comunicação senão alguém tendo a estrutura de um sistema tradicionalmente formatado.

Temos a melhor e maior equipe de profissionais, foi isso que fez a diferença. A força da mídia tradicional é que provoca sua permanente valorização.

Não é à toa que mundo afora assiste-se a grandes aquisições no ramo das comunicações. Nos últimos dias, a Família Agnelli, dona do Grupo Fiat Chrysler Automobiles, comprou o maior grupo de mídia da Itália. Em uma transação milionária foi fechado um acordo com a Família De Benedetti.

Estão incluídas na transação os jornais “La Repubblica” e “La Stampa” e uma dúzia de títulos locais e regionais; a revista semanal de jornalismo investigativo “L’Espresso” e a principal estação de rádio nacional italiana, a “Rádio Deejay”.

A transação é mais uma entre várias promovidas pelo Grupo Fiat, dentre elas a Peugeot/Citroën. Lembro que o grupo hoje já detém 43,4% da editora da revista de negócios britânica “The Economist”.

Visa o grupo usar sua tecnologia para acelerar na mídia a transformação estrutural necessária. Diz John Elkann, herdeiro da família Agnelli e presidente do Conselho de Administração: “Estamos convencidos de que o jornalismo de qualidade tem um futuro brilhante desde que consiga combinar autoridade, profissionalismo e independência, com as exigências de seus leitores, hoje e no futuro”. Havia no DNA da dinastia Agnelli um histórico de operações na mídia – uma paixão do avô de Elkann, político e industrial Gianni Agnelli.

Por essa e por outras notícias e evidências, é que transmito a minha confiança em quem opera a mídia de forma consistente e equilibrada.

Parabenizo a Paraíba por ter enfrentado esse mar de lama com equilíbrio e na busca de informações verdadeiras. Orgulho-me do valor da nossa equipe que diuturnamente transmite a verdade. Saímos valorizados como nunca.

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Empresário e diretor da CNI.

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