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Roberto Cavalcanti: Pauta negativa

Roberto Cavalcanti. Publicado em 8 de novembro de 2019 às 10:43

No amanhecer da última segunda-feira, abri as redes sociais me preparando para enfrentar mais uma semana de trabalho. Buscava as expectativas. Deparei-me com uma postagem, dentre muitas, com o título: “Política e economia, o que está previsto para acontecer na semana”. 

Pelo título, era exatamente o que procurava como empreendedor nato. Qual o meu horizonte, que expectativas devo ter para seguir o meu caminho? 

Dentro dessa escolha aleatória, deparo-me com os seguintes destaques e previsões: Segunda Instância, Supremo voltará a deliberar a possibilidade de prisão ou não após condenação em segunda instância. Possibilidade de Lula ser solto; Eduardo Bolsonaro, apesar de ter se desculpado, oposicionistas prometem ingressar com pedido de cassação no Conselho de Ética; Crise no PSL, ataques e denúncias de lado a lado, somente aumentam; Caso Marielle, que envolve o nome do Presidente, segundo porteiro do Condomínio;  Óleo nas praias, os debates sobre a quem cabe o erro pelo desastre das praias nordestinas vão continuar. O governo acusa um navio grego, cuja empresa proprietária nega ser culpada; CPMI das Fake  News, ninguém pode saber com exatidão o que vai sair dessas oitivas, sempre capazes de produzir novidades que incomodam; Cenário internacional, tem o imbróglio entre Estados Unidos e China, sempre sujeito a tempestades de última hora, quando se pensa que tudo vai bem.

Pode haver tamanha concentração de expectativas negativas? Como pautar o Brasil de hoje de forma tão negativa? 

Não será assim que levaremos o nosso país ao desenvolvimento. Para recebermos investimentos privados nacionais ou internacionais, única receita para geração de novos empregos e renda, teremos sempre que apresentar uma pauta verdadeira, que reflita a nossa situação econômica de hoje. 

Por que não evidenciamos a nossa realidade? Para citar apenas alguns dados, temos: Saímos de uma inflação de 10,67% em 2015, para 3% em 2019; nossa taxa de juros caiu de 14% para 5% (Selic de hoje); o índice Ibovespa, que estava em 38 mil pontos em 2015, hoje registra 108 mil pontos; o crescimento do nosso PIB estava negativo em -3,8% em 2015, hoje, 2019, temos +0,8%; o risco-país estava em 533 pontos, baixando para 117 pontos atuais. 

Estamos, pouco a pouco, avançando com as reformas indispensáveis para podermos alavancar nossa economia. As expectativas do setor empresarial estão em alta após anos seguidos de quedas e previsões pessimistas. Hoje temos expectativas positivas. 

De onde vem a força desse negativismo? Não entendo como se possa pautar o nosso Brasil de forma tão negativa. Não aceito que, de forma diária e sistemática, estejamos desconstruindo o nosso país, mentindo para a opinião pública, distorcendo tudo o que estamos construindo a duras penas para revertermos um quadro do quanto pior melhor. 

Brasileiros pagos ou cegos por interesses financeiros contrariados ou por patologias ideológicas tramam, a cada minuto, como alavancar notícias falsas e negativas, para que, com suas repetições, fiquem de forma distorcida no imaginário de nossa população. 

É a técnica da repetição insana do mal para ofuscar o bem. O Brasil já é outro, mesmo lutando contra esquerdopatas obsoletos e empresas de comunicação que não estavam preparadas para enfrentar um novo tempo das comunicações. 

Hoje, cada cidadão é uma agência de notícias, acabou o monopólio da informação instrumentalizada ideologicamente. Acabou o monopólio na formação da opinião pública. 

Recebo informações de que um grande banco internacional levou aos Estados Unidos uma comitiva de empreendedores brasileiros para lá constatarem para onde segue o mundo econômico internacional de hoje.

O Brasil e o mundo dos novos tempos estão, finalmente, pondo fim a um ciclo dos especuladores. Partiremos para uma fase onde as prioridades e os bons resultados premiarão os que investem e geram emprego e renda. 

Estou nesse time. Acredito no nosso país e estou, dentro dos nossos limites, orientando para que voltemos a investir nas atividades produtivas. 

Fim ao pessimismo que só privilegiava os bandidos partidários e os antigos monopólios na formação da opinião pública brasileira. Fim da pauta negativa.

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Empresário e diretor da CNI.

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